<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207</id><updated>2011-10-11T16:18:32.777-03:00</updated><title type='text'>MOz 1138</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-1446466835225775373</id><published>2011-07-14T15:21:00.001-03:00</published><updated>2011-07-14T15:31:25.640-03:00</updated><title type='text'>O Mundo de Oz - Tomo III: Dunkelheit - Cáp. 4 de 4</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;DUNKELHEIT&lt;br /&gt;O Último dos Livros de Oz&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;Capítulo 4 – Under The Sun&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sob a sombra de uma velha árvore com parcas folhas vermelhas, eu procurava por uma caixa, enterrada naquele chão de terra úmida e escura, quase preta. O céu de uma cor laranja forte e brilhante me deixava perdido no tempo. Estava frio, muito frio. Depois de cavar com as mãos como quem procura por água num deserto, encontrei a pequena caixa de madeira. Sem a chave, tive que batê-la na árvore, arrancando-lhe uma lasca e abrindo a caixa. Logo algo saltou de dentro e caiu no chão. Era um livro antigo, com capas de couro e um estranho símbolo cóptico desenhado. Dentro, estava todo preenchido com estranhas letras que eu desconhecia. Parecia um diário ou algo assim. Então, ouvi um barulho... Olhei para o céu laranja e aos poucos fui percebendo que algo aproximava-se. Algo parecido com uma ave. Logo seus olhos flamejantes tornaram-se evidentes e quando me dei conta, uma enorme ave estava pousando diante de mim. Tinha quase o meu tamanho e penas compridas, também em tons de cor laranja. Lembrei-me dos desenhos que já vi de uma Fênix. E então não era mais uma ave, mas uma mulher. Nua, com longos cabelos ruivos e olhos flamejantes. Senti o calor dentro de mim e então ela tornou-se fogo! Era uma enorme chama que começou a consumir tudo em volta. A árvore, a caixa, o livro em minha mão e eu. Não senti dor. Acordei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma semana comum de trabalho, visitar meus filhos no final de semana e passar aquela tarde com minha mulher, o dia ainda parecia longe de terminar. Faltava algo, eu sentia. Sob a luz da luminária, imerso num turbilhão de músicas do passado e do presente, abri o livro que Hades havia me dado, com um ankh na capa e páginas em branco. Sonhei o final de uma história que seria o começo de outra e a transformei em tinta sobre aquelas folhas em branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele caminhava pela planície deserta como quem passeia na praia com os pés descalços, sentindo cada onda bater nas canelas. Vestia uma estranha roupa preta com um manto vermelho sobre um dos ombros. Sentia-se rei de um mundo que achava ter criado. Um mundo deserto, onde apenas um palácio de vidro verde fosco, sujo e escurecido pelos anos impunha-se sobre o nada. Enquanto caminhava para longe do palácio, lembrou-se de histórias que não eram mais suas, com personagens tirados de outras histórias, com trechos que lembravam muito um plágio mal feito. Afinal, seu próprio nome parecia um plágio de um homem perdido num mundo mágico, mas sem o conhecimento de nada além da arte de criar ilusões. Lembrou-se da Ilusão. Então parou de andar.&lt;br /&gt;Com toda uma calma, agachou-se e apanhou um punhado de areia do chão. Sentiu uma brisa e então ficou de pé novamente. Olhou de onde o vento vinha e caminhou em sentido contrário, sentindo o ar soprar cada vez mais forte contra seu rosto. Quase não suportava mais andar de tão forte que era o vento, quando de repente tudo ficou calmo. Olhou em volta e viu uma fina e curva parede de vento. Pegou o que sobrou do punhado de areia que ainda estava em sua mão e jogou contra o vento. A areia espalhada circulou pelo vento e, estranhamente, começou a aumentar de volume e juntar-se, conforme ia girando em volta do rei do nada. Logo, uma imagem foi se formando em meio a areia e, como por mágica, foi tomando a forma de uma mulher. O pequeno mago deu um breve sorriso.&lt;br /&gt;Da parede circular de vento saiu uma mulher de cabelos loiros e longo vestido branco. Era Mabi, a rainha da ilusão, a quem o mago havia transformado em nada já havia algum tempo. Ela sorriu.&lt;br /&gt;- Olá, Oz. – ela disse – Não conseguiu viver sem mim?&lt;br /&gt;O pequeno mago limitou-se ao silêncio e um breve sorriso em um dos cantos da boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cora voltava de uma longa noite ao som de Poisonblack, After Forever e Pain of Salvation, muito vinho e outras bebidas destiladas, com nomes criativos que ela preferia ignorar, e uma frustrante tentativa de preencher seu vazio interior com conversas com seus amigos sobre filmes de vampiros, sexo e a futilidade da vida capitalista do ser humano. O álcool ainda tornava sua visão turva enquanto ela se ajeitava no ônibus a caminho de casa. Ela tentava ignorar - ou parecer que ignorava – as pessoas em volta, que provavelmente estavam a caminho do trabalho naquela manhã fria e chuvosa e pareciam ter pena daquela garota vestida de preto e uma mecha colorida no cabelo.&lt;br /&gt;Sentou num banco próximo à janela, tentou por fones de ouvido e ouvir alguma música, mas o celular estava com a bateria descarregada. Ficou olhando a chuva pela janela. Tudo lá fora passando num borrão embaçado. Adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo em Cora não deu importância ao fato de estar deitada sobre uma sepultura, num sombrio e nublado cemitério. Porém, seus olhos rapidamente trouxeram a lógica à tona ao abrirem-se, fazendo com que ela ficasse um pouco assustada. Ainda mais com o que parecia ser um estranho gato cinza fitando-a empoleirado numa lápide. Percebeu logo que se tratava de um sonho.&lt;br /&gt;- Um sonho com Sandman ou sou Alice no País das Maravilhas? – disse para si mesma.&lt;br /&gt;- Nem um, nem outro. – disse uma voz sombria em meio à neblina.&lt;br /&gt;Cora levantou-se para olhar melhor entre a neblina e ficou sem saber quem era aquele homem estranho que se aproximava, magro, careca, com aparência funesta e uma espécie de cajado na mão, com um castiçal na ponta superior, uma veste vermelha escura e um estranho medalhão.&lt;br /&gt;- É um prazer tê-la de volta, milady. Eu sou Mordenkainen, o demônio. Vim buscar-lhe para que encontre vosso amo.&lt;br /&gt;- Não tão rápido, demônio. – disse alguma voz feminina antes que Cora pudesse entender o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;O demônio e a garota olharam para a lápide onde estava prostrado o gato. Ele calmamente lambeu uma das patas e olhou fixamente para os olhos de Cora e Mordenkainen. Ambos fitaram seus olhos no olho do gato e, quando conseguiram desviar o olhar novamente, estavam diante de uma mulher, alta, loira e vestida com uma roupa branca – apesar de parecer que havia algo não tão branco naquele tom de branco, mas que era difícil de dizer o que realmente Havaí de errado com aquele branco. Era Mabi, a rainha da ilusão.&lt;br /&gt;- Maldita Ilusão! – praguejou o demônio – Achei que o mago tinha destruído você!&lt;br /&gt;- Não se destrói uma lenda, lacaio. Volte para o Escuro e diga-lhe que esteja pronto para brincar, pois vou começar um jogo aqui.&lt;br /&gt;E, com raiva e a contragosto, Mordenkainen sumiu entre a névoa.&lt;br /&gt;- Que sonho louco é esse? – perguntou-se Cora.&lt;br /&gt;- Como diria um amigo meu... – disse Mabi, virando-se para ela e estendendo-lhe as mãos, como quem faz gesto para um número mágico – “É o seu sonho dos sonhos”.&lt;br /&gt;Cora sentiu uma brisa e piscou. Mas quando abriu os olhos, não estava mais no sombrio cemitério, e sim numa espécie de deserto. Tudo em volta tinha uma cor amarelada em tons pastéis. Percebeu que havia algo em sua mão. Era uma carta. Leu e, antes que sua mente tenta-se fazê-la acordar, colocou a carta no bolso, escolheu um lado e começou a caminhar. Na carta estava escrito o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Olá, antes de perguntar-se que tipo de sonho maluco é esse, devo dizer que você faz parte de uma história. Algumas vezes, enquanto estiver dentro desse sonho, lembrará disso. Na maioria das vezes, não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como todo personagem de uma história, há uma jornada esperando por você, a qual você terá de trilhar, conforme lhe for conveniente, mas também estará sujeita às conseqüências e terá que lidar e conviver com outros personagens dessa história. Poderá acordar ao final de cada sonho e no final do dia, quando dormir, estará de volta à história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cuidado! Suas angústias e medos, tanto quantos seus desejos, não ficarão escondidos e poderão ser usados contra você! Mas se souber lidar com os elementos da história, os problemas serão facilmente contornados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sua jornada aqui não envolve busca por tesouros ou coisas mágicas. Sua jornada é necessária para que garanta sua existência. Sem jornada, você deixará de existir, e esse mundo desaparecerá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aliás, este mundo já foi de outra personagem, criado por mim com nome emprestado de outro personagem. Você ouvirá o nome dele vez ou outra. O chamam de Oz e, após construir e destruir esse mundo mais de mil vezes, ele resolveu abandoná-lo de desaparecer. Alguns dizem que este “mago” vaga por este mundo de sonhos e que apesar dele parecer abandonado, está em constante re-construção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas não prenda-se a histórias de outros personagens. São somente histórias. São somente personagens. Tudo é somente sonho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Este sonho é seu e esta é a sua história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Comece sua jornada, e tenha bons sonhos.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="349" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OeHYQM6QzrQ?version=3&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OeHYQM6QzrQ?version=3&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="349" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-1446466835225775373?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/1446466835225775373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=1446466835225775373' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/1446466835225775373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/1446466835225775373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2011/07/o-mundo-de-oz-tomo-iii-dunkelheit-cap-4.html' title='O Mundo de Oz - Tomo III: Dunkelheit - Cáp. 4 de 4'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-8064270279924440636</id><published>2011-01-11T03:48:00.003-02:00</published><updated>2011-01-11T04:05:07.356-02:00</updated><title type='text'>O Mundo de Oz - Tomo III: Dunkelheit - Cáp. 3 de 4</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DUNKELHEIT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Último dos Livros de Oz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;Capítulo 3: Wasteland&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“I still believe in God, but God no longer believes in me.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu e o Nono Oz caminhávamos pelo que eu chamaria de A Entrada, dez lápides em círculo, com um estranho desenho no chão. Ele parecia bastante perdido, como sempre. Havia desistido de viver pela nona vez e, ao dormir, veio parar aqui, onde eu crio histórias para que eles possam acordar para uma nova vida. Assim como todos os outros, chegou sem saber quem era e onde estava e eu logo o levaria à Sala dos Espelhos. Depois. Agora, não.&lt;br /&gt;- Aqui é por onde você e os outros entraram. – eu disse – Cada vez que vocês desejam morrer, saem dessas sepulturas para serem zumbis aqui. Até acordarem e para tentar fazer tudo diferente, negando o passado. Você é o nono a fazer isso. Aqui existem dez sepulturas.&lt;br /&gt;Apontei para a única cova aberta.&lt;br /&gt;- Esta é sua última cova. Quando vier por ela, não irá mais voltar. Pense nisso.&lt;br /&gt;O nono Oz caminhou até a lápide e pegou uma pequena boneca de pano que estava largada no chão. Sentiu-se como alguém que deve esquecer algo e então jogou a boneca longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei o Nono Oz até o Palácio de Vidros Verdes e dei-lhe O Livro e o ankh. Mas antes sentei pela última vez em meu trono e contei-lhe uma pequena história.&lt;br /&gt;- Uma vez um cara começou a escrever uma história...&lt;br /&gt;Ele torceu o nariz.&lt;br /&gt;- Escute, cara. É sério. – eu disse – Uma vez um cara começou a escrever uma história. Era um cara tímido, problemático, que não se enturmava muito. Sozinho em seu quarto, ele descobriu que tinha facilidade para criar histórias e então resolveu bolar um monte delas. Mas alguma coisa aconteceu. Ninguém sabe dizer o que é, porque ninguém viu acontecer, estavam preocupados com suas próprias vidas. E esse cara estava tão imerso em seu mundo que não se deu conta do que estava acontecendo. Então um dia ele foi forçado a sair do mundo que havia criado e viver a realidade. Foi uma catástrofe! Então esse cara resolveu criar um outro “eu” e contar histórias dele como se fosse dele mesmo e não de um personagem. Eram histórias bem malucas e fantásticas e ele achou que as pessoas realmente acreditariam que ele era aquele outro cara que ele havia criado. Mas com o tempo, ele foi ficando deprimido e percebeu que seu outro “eu” poderia ser uma válvula de escape. Ledo engano... Era só um personagem. Hoje, esse cara sabe disso. E por isso ele decidiu que seu personagem precisa ter sua própria história, assim como todos nós. É por isso que estou lhe dando O Livro.&lt;br /&gt;O Nono Oz folheou as páginas em branco.&lt;br /&gt;- Você deve ter sua própria história. Você não é mais eu - eu disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Sala de Espelhos, onde cada vida é revelada, pus o Nono Oz de frente à Janela de Cristal, o espelho que realmente é um espelho.&lt;br /&gt;- A escuridão cobriu minha alma, Oz. – eu disse – E há uma grande parte dessa escuridão em você. Olhe pelo espelho, e você verá que somos um, que aqui é seu lugar e não o meu.&lt;br /&gt;Então, ele olhou para o espelho, e viu por além das fronteiras dessa terra perdida cheia de contos e histórias. Viu os outros oito dele mesmo levantarem-se para a caminhada para si mesmo e sentiu o vento gélido de todos aqueles seres imaginados e mortos para que ele chegasse até ali. Eu vi. Ouvi a música incessante permear todo o Reino junto com o vento que transformava tudo em pó. No fim, só havia deserto e silêncio. Havia terminado. Havia começado. Eu vi, diante do espelho, Oz sumindo no reino dos sonhos, enquanto eu refletia sobre minhas 9 mortes. Senti todas as dores e lembrei-me de toda a jornada que ele disse que eu havia caminhado. Eu não queria mais morrer. Toda aquela história que Oz contou-me em seu trono fazia sentido. Havia todo um caderno branco e infinito comigo. Peguei-o junto do ankh que ele me deu e atravessei o espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei do sonho dos sonhos com uma estranha leveza acompanhado de um peso que carregaria para sempre. Tudo parecia iluminado, e minha alma estava mais obscura do que nunca. Mas ainda assim, as imagens que sempre permeavam minha mente o tempo todo haviam sumido. As palavras, os sons... Nada! Alguma coisa faltava. Algo ainda deveria ser feito...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="420"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-2up4WUQod0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-2up4WUQod0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="420"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-8064270279924440636?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/8064270279924440636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=8064270279924440636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8064270279924440636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8064270279924440636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2011/01/o-mundo-de-oz-tomo-iii-dunkelheit-cap-3.html' title='O Mundo de Oz - Tomo III: Dunkelheit - Cáp. 3 de 4'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-8997203074217817562</id><published>2010-07-15T17:35:00.003-03:00</published><updated>2010-07-16T09:25:45.177-03:00</updated><title type='text'>O Mundo de Oz - Tomo III: Dunkelheit - Cáp. 2 de 4</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DUNKELHEIT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Último dos Livros de Oz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;Capítulo 2: 10.000 Days&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;“Listen to the tales and romanticise&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;How we follow the path of the hero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Boast about the day when the rivers overrun&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;How we rised to the height of our halo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Listen to the tales as we all rationalise&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Our way into the arms of the savior&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fading all the trials and the tribulations&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;None of us have actually been there”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentado em minha cama, olhando para a TV desligada, ouvindo o som envolvente das músicas no mp3 player, que penetram meus ouvidos e minha mente, eu penso em tudo o que foi e o que eu imaginei que foi. Todas minhas vidas e minhas mortes. Tudo o que eu quis acreditar ser verdade. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha uns seis anos de idade. Primeiro ano na escola. Mais interessante que as aulas e os outros amiguinhos, era viajar dentro de mim mesmo, imaginando mundos e histórias. Eu tinha uns seis anos de idade. Num sonho, vi um deserto – deveria ter visto uma foto ou um filme, nunca tinha ido num deserto – só areia e nenhum barulho, nem cheiro, nem nada. Afinal, era um sonho. Talvez eu a tenha criado ou ela tenha aparecido, não sei. Mas algo parecido com um dragão vermelho apareceu no meio do deserto e se transformou numa moça. Parecia uma espécie de deusa, sei lá. Ela me disse que aquele deserto era um bom lugar para eu construir meu palácio e meu mundo. Eu comecei a imaginar várias histórias depois disso. Era melhor ficar em meu quarto, imaginando histórias com meus brinquedos velhos, imaginar que um trem poderia ser um robô alienígina e não um trem. Eu gostava. Eu tinha só seis anos de idade. Mas isso incomodava algumas pessoas, eu era avoado, e era castigado por isso. Depois de uma surra tudo que conseguiram foi me deixar ainda mais fechado em meu mundo. Eu senti uma parte minha morrer. Foi minha primeira morte. Eu tinha uns sete anos, então.&lt;br /&gt;Lembro de ter sonhado com um estranho cemitério em meio à neblina e ser guiado por uma garotinha pálida de cabelos pretos. Não lembro se foi naquela época (o sonho), se foi depois ou se foi tudo minha imaginação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acidente de carro me fez ficar em casa por uma semana. Minha mãe ainda em uma cadeira de rodas até que sua bacia se colasse novamente (ou algo parecido), meu pai correndo atrás dos responsáveis por transformar o Fusca em ferro-velho e tudo o que eu tinha era meu mundo de sonho. Acho que eu tinha uns 9 anos. Ele ainda não tinha forma definida. Era um deserto cheio de personagens e histórias que mudavam com cada vento que soprava. Ainda fechado, eu sofria nas mãos dos valentões da escola. Um gordinho a quem chamavam de “Repolho” implicava comigo vez após vez. Minha perna ainda doía, minha mãe ainda estava se recuperando e ele ainda me enchia. Tudo que Repolho conseguiu foi uma cadeirada nas costas – literalmente – e fazer parte de uma história que veio em minha cabeça mais tarde. Umas aventuras de eu mesmo com outro nome. Tudo que eu consegui foi ter mais e mais problemas para fazer amigos. Quieto e tímido, me fechei e me fechei em meu mundo de sonho, até o dia que quis morrer por ser tão diferente e me sentir sozinho. Eu tinha uns 12 anos. Foi minha segunda morte. Foi quando sonhei com um gato branco engraçado que me serviu de mestre. Acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rebelde, como todo adolescente, eu tentava deixar o cabelo crescer novamente. A camiseta de bandas de heavy metal, o jeans rasgado e o aspecto meio sujo afastavam mais as pessoas. Hoje não é mais assim. Hoje é legal ter esse aspecto. Naquela época não. Mas eu não ligava. Desde os 14 anos eu passei a viver em meu próprio mundo e o punha numa guerra contra o mundo que estava sendo imposto a mim. Meus sonhos viravam letras de música e histórias difusas e perdidas. Meu mundo não tinha rumo. Nem eu. Naquela noite, depois de tanto brigar com todos e questionar-me se realmente valia a pena lutar por um mundo de sonhos, eu quis morrer. De verdade. Tinha uns 19 anos e queria muito morrer. E morri. Pela terceira vez. Meu corpo acordou depois de uma noite de remédios, bebedeira, vexames que minha memória preferiu não gravar e minha falha em não viver mais. Uma longa caminhada até em casa me fez desabar na cama e sonhar com uma gótica tentando me salvar e um enorme corvo me pegando e me jogando dentro de um poço. Minha cabeça tentava agüentar a ressaca e minha mente brincava comigo com personagens de Edgar Allan Poe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é uma ilusão. Talvez seu eu soubesse disso antes, não teria caído nos sonhos que aquela garota loira vestida de branco criou para mim em meus próprios sonhos. Deixar seu mundo sem rumo, sem tomar conta dele, dá oportunidade para seres como àquela que eu descobri ser a própria Ilusão, entrarem e fazerem dele ainda mais uma bagunça. Afinal, eu tinha 21 anos e estava apaixonado. Meu amor acabaria tornando-se uma princesa em minhas histórias, numa teimosia em manter algo que não mais existia. Claro que depois eu tentaria mudar isso. Quando fui expulso de casa e fui parar numa pensão caindo aos pedaços, cheia de pessoas de origem e intenções duvidosas, meu amor começou a ruir. Meu coração se entristeceu por ter abandonado meu mundo de sonhos. Senti-me muito mal por vender meus sonhos e minha alma ao amor e deitei naquele quarto só com uma cama e nada mais olhando para o teto e querendo morrer. Foi minha quarta morte. Eu tinha 22 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha 24 anos quando as torres gêmeas caíram. Eu tentava voltar a assumir meu mundo e me entender com aqueles que eu amava. A Ilusão me ajudou a criar mais e mais coisas para preencher meu mundo. A cada sonho eu viajava para mais longe e vivia histórias cada vez mais fantásticas. Eu tentava voltar a ser criança. Eu me enganei assim por mais de ano, até minha fatídica quinta morte, aos 25 anos e pouco, quando, sem trabalho e vagando pelos trens da cidade que eu rebatizaria de Hell City, eu tive um momento de sobriedade e me vi numa vida miserável e sem sentido. Foi quando comecei a ter mais sonhos metafísicos, numa tentativa de forças além da Ilusão me ajudarem a ver o que eu não conseguia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha sexta morte foi a primeira a tornar-se pública. E uma das mais sofridas. Aos 27 anos eu comecei a dar forma ao meu mundo de sonhos. Construí nele um enorme palácio de vidro verde. Recriei personagens que não eram meus numa aventura fantástica contada para quem quisesse ler. Tomei para mim o nome de um falso mago de outra história. Talvez minha paixão pela Ilusão me fez tentar me tornar como ela... Meu mundo de sonhos se tornou um mundo virtual e compartilhado com outras pessoas! Enquanto minha vida continuava se despedaçando. Deixei-me enganar por uma falsa paixão e fui surpreendido pela notícia que seria pai. Assustado, com medo de não ser mais a criança que eu era dentro de mim, ou de não conseguir ser um adulto, eu quis não mais acordar. Tinha 29 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três décadas de vida carnal e eu procurava um mundo para viver. Havia destruído meu mundo virtual e tentava o mesmo com o mundo de sonhos. Infelizmente a anti-matéria que consumiu o Mundo de Oz não era suficiente para causar estragos quando eu sonhava. A ilusão lutava para manter o mundo de pé, enquanto eu lutava para manter-me de pé, sentindo-me deprimido por causa do trabalho e do relacionamento gasto havia tempo. Eu lutei comigo mesmo em terras sombrias ao final de uma guerra sem fim dentro dos meus sonhos. Com 31, me declarei morto. Era minha sétima morte. Oz agora era “The Dead” e encontrou seres fantásticos e uma bela gótica antes de ser enganado por mim mesmo naquela caverna. A ilusão me disse para enfrentar o escuro, mas o Senhor das Trevas foi quem me fez descobrir que o escuro estava dentro de mim. Quando Oz destruiu Zo e disse ter uma vida para viver, eu não sabia qual vida eu deveria viver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32 anos de vida. Eu tentava encontrar um equilíbrio entre meu mundo e a realidade. O amor e a Ilusão haviam dado lugar a um lado sombrio e frio dentro de mim. Um segundo filho, a crença de que nunca mais seria amado a não ser por ela, a Cora em formato de gótica que permeava meus sonhos e que não passava de um ser de sonhos e histórias, além de um pessimismo sem fim que cobria minha alma me levou a deitar querendo morrer. Pela oitava vez. Quando Hades veio de encontro a mim para levar-me até a pira onde eu queimaria para renascer, como um pássaro mitológico, algo me dizia que toda aquela fantasia de mundos, sonhos e sagas fantásticas deveria ter um fim. Eu comecei a escrever esse fim antes de minha nona morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idade de Cristo. O fim e o começo. A chamada ressurreição. A compreensão de que meu mundo não está só lá e este mundo – o real – não está só aqui. Não existe vários mundos e existe infinitos mundos. Oz perde o sentido e passa a fazer todo o sentido. Meu amor utópico morre para dar lugar a um amor real e verdadeiro. Amor é ilusão sim. Mas toda ilusão pode ser vivida com prazer e pé na realidade. Não existem regras, mas o Universo tem as dele. É preciso respeitá-las. A linha entre imaginação e loucura é tênue. Tudo isso eu ouvi de mim mesmo quando quis morrer pela última vez.&lt;br /&gt;- Oz – eu disse a mim mesmo quando me encontrei num mundo além sonho – esta já e a nona vez que você morre.&lt;br /&gt;Eu havia temido minha solidão no mundo real e tinha medo de quebrar. 10.000 dias depois de surgir em minha mente, o Mundo de Oz seria completamente destruído para começar tudo novamente. Agora ele faria parte de um mundo muito maior e sem limites: o meu mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="420"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Vfaah4y-_VY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Vfaah4y-_VY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="420"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-8997203074217817562?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/8997203074217817562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=8997203074217817562' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8997203074217817562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8997203074217817562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2010/07/o-mundo-de-oz-tomo-iii-dunkelheit-cap-2.html' title='O Mundo de Oz - Tomo III: Dunkelheit - Cáp. 2 de 4'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-4063978339895638378</id><published>2010-06-21T16:07:00.000-03:00</published><updated>2010-06-21T16:24:18.812-03:00</updated><title type='text'>O Mundo de Oz - Tomo III: Dunkelheit - Cáp. 1 de 4</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DUNKELHEIT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O  Último dos Livros de Oz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;Capítulo 1 - Dukelheit&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Cada um encontra para si um jeito de esquecer a vida, porque a vida dói demais, mas é preciso seguir com ela”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo em volta era sombrio e triste. Do lado de fora da caverna, tudo era escuridão. Ventos cortantes e uivantes corriam pela escura caverna ao pé de uma montanha. Lá dentro, alguém chorava. Parecia um homem – um garoto – envergonhado de si mesmo. Mas quando Hades, o senhor dos mortos e das Trevas chegou, apenas eu estava lá, com minha roupa de palhaço triste. Eu havia dito que era o Escuro, tomado a identidade de Hades, para poder dizer a mim mesmo (o garoto chorão) que deveria começar a viver. Hades aproximou-se. Senti mais frio.&lt;br /&gt;- Foi como achou que fosse? – perguntou.&lt;br /&gt;- Acho que sim... Nunca tenho muita certeza de nada.&lt;br /&gt;Tentei limpar a maquiagem, transformando meu rosto num borrão. Hades olhou em volta.&lt;br /&gt;- Poucas pessoas que conheci em minha eterna existência recriaram o Mundo Subterrâneo tão bem. Suas Trevas são quase tão soturnas quanto as minhas.&lt;br /&gt;- Isso é um elogio? Não se sente mal por um sonhador aprendiz de escritor utilizar você e seus domínios sem permissão?&lt;br /&gt;Acho que vi um leve sorriso no canto da boca de Hades. Difícil imaginar Hades sorrindo.&lt;br /&gt;- Não pertenço a mim, pequeno Oz. Sou tão mitologia quanto você. Somos história, e só existimos quando alguém dedica parte de seu tempo a elas.&lt;br /&gt;Sorri e parti ao encontro do Nono Oz. Precisava terminar. Ligar o fim ao começo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de falar comigo mesmo, dizer-me coisas que achei que nunca ouviria de alguém como eu, ainda me perdi por outros sonhos antes de acordar. Percorri por uma estranha floresta de árvores longas e compridas. Estava frio e escuro. Na verdade, era como se todos os meus mundos de sonhos estivessem imersos em escuridão. Parei. A escuridão não estava em meus mundos. Estava em minha alma. Acordei.&lt;br /&gt;Tentei levar o dia numa boa, mas não dava mais. Tudo estava diferente. Os problemas do mundo real, da vida quando se está acordado, pareciam pequenos diante dos problemas que eu tinha dentro de mim. Quando disse a mim mesmo que eu era o Nono Oz e que eu “ressuscitaria” para viver minha décima e última vida, achei que estaria tudo bem, que meus problemas não existissem mais, que eu estaria “zerado”, pronto para uma “vida nova”. Mas não é assim que funciona. Não mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estava eu em meu reino, dentro do meu palácio de vidro verde, sentado em meu trono de papel, pensando em como tornar aquele mundo de sonhos sombrio e deserto em algo um pouco mais interessante. Perdi um tempo imaginando outro trono ao meu lado e pus o corpo de Cora ali sentada, pálida e fria como gelo.&lt;br /&gt;- A Inês é morta, caro Oz. – alguém disse.&lt;br /&gt;Era Hades, o ser mitológico responsável pelo lugar para onde os mortos vão.&lt;br /&gt;- Não adianta depositar seus sonhos nas mãos de uma rainha morta. Será apenas um adorno em putrefação. – ele disse.&lt;br /&gt;- Alguma idéia para aproveitar esse Inverno que tem permeado meus sonhos? Depois que mandei Cora e Mefistófeles disfarçados ao meu passado para resgatar eu mesmo das mãos da Estrela da Manhã às vésperas de mais uma das minhas mortes, o anjo acabou morto. Depois que decidi enfrentar a Ilusão, meu amor ideal também acabou morto. Você perdeu seu ajudante e sua ninfa raptada. O que pode vir agora? Melhor tomar cuidado, senão destruo seu mundo também...&lt;br /&gt;Hades riu. Não um sorrisinho, mas uma bela gargalhada, que o eco causado pelas paredes de vidro só fez ficar mais escandalosa. Quando parou, Hades virou-se para o pequeno globo que ficava no centro no salão. Era a Máquina do Mundo, uma miniatura do meu universo.&lt;br /&gt;- Alguém que cria seu próprio universo quando está dormindo e o expande quando acordado sabe que todo universo tem um fim e um começo. Tome.&lt;br /&gt;O velho esticou suas mãos sombrias e me entregou um livro. Tinha uma capa de couro com o símbolo de um “ankh” na capa. Dentro, somente páginas em branco.&lt;br /&gt;- Se admira tanto o inglês criador dos Mestres dos Sonhos, sabe que assim como ele você é um deus em seu mundo. Por mais que lá fora as pessoas se submetam a religiões e filosofias alheias por falta de confiança em seus próprios sonhos, você sabe que é senhor de seu mundo e de sua vida. Por muito tempo você tem vivido em meus domínios. Trouxe seu reino para cá, intitulando-se um “morto”, mas aqui não é seu lugar. Um dia você pisará em meus domínios e não poderá deixá-lo mais. Pense nisso.&lt;br /&gt;Então o senhor da Escuridão deixou meu palácio. E eu fiz a última das minhas reflexões e decidi terminar minha história sem usar seres mitológicos pré-existentes e recomeçar a reescrever aquelas páginas em branco com minhas palavras. Precisava falar com o último Oz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="360"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9Bm-kdLwBVc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9Bm-kdLwBVc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-4063978339895638378?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/4063978339895638378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=4063978339895638378' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/4063978339895638378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/4063978339895638378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2010/06/o-mundo-de-oz-tomo-iii-dunkelheit-cap-1.html' title='O Mundo de Oz - Tomo III: Dunkelheit - Cáp. 1 de 4'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-5865684377147730503</id><published>2010-05-11T00:43:00.004-03:00</published><updated>2010-05-11T01:04:45.309-03:00</updated><title type='text'>O Mundo de Oz - Tomo II: Delirium - Cáp. 6</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.delirium&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;Capítulo 6: Brighter Than The Sun&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“E saiu disparado pela porta, correndo pelas ruas de Hell City.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Conforme corria, Oz via o Mundo se desfazer atrás dele. A anti-matéria estava consumindo tudo que encontrava pela frente. Oz chegou em casa e se trancou no quarto. Era hora de começar a planejar e construir seu novo Mundo. O velho já não fazia mais parte da sua vida. Lá fora, quase tudo era branco, um vazio, o nada. E o nada - a anti-matéria - ia se aproximando, consumindo tudo à sua volta até finalmente alcançar o quarto de Oz e ele mesmo. Tudo havia se tornando um branco sem limite. Um nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O fim do Mundo havia chegado.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Mundo de Oz 2.0 – Saga do Fim do Mundo, 2005)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Certa vez sonhei que estava de pijamas dentro de uma caixa de papelão. Um gato engraçado falava comigo sobre usar meus mundos que eu criava em minha mente para outras coisas mais nobres do que apenas para me divertir. Chamei aquele fragmento de sonho de “Sonho 1.138”, numa alusão a um filme em que um cara vai de encontro às pessoas normais e foge, em busca de um mundo melhor lá fora. São comuns em minha vida esses sonhos com referências que sempre escondem algo por trás. Como esse que estou tendo agora, onde encontro um quadro escrito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"One who knows too much eventually goes insane."&lt;/span&gt;, uma frase dita por Delírio em alguma história do Sandman. Uma frase que poderia vir da boca de Mabi, enquanto ela passeia pelo Salão da Verdade, dentro do meu palácio esmeralda.&lt;br /&gt;- Então, é aqui onde tudo é criado? – perguntou a Ilusão, enquanto passeava pelo enorme salão cheio de todo tipo de quinquilharia. Debruçou-se sobre o trono do Rei Nada.&lt;br /&gt;- Não. – eu disse, secamente, pegando a Caixa de Coisas Mortas com a boneca de pano de Cora dentro. – Aqui é pra onde vêem as coisas depois de criadas e usadas. É onde me lembro quem já fui e quem sou de verdade.&lt;br /&gt;Ela pegou um elefante de pelúcia queimado.&lt;br /&gt;- Me parece um depósito de brinquedos que não se usa mais. – trocou o elefante por um gato branco de gesso com um medalhão japonês no pescoço. - Como sabe se suas criações não foram minhas criações? A saga da pré-estréia, por exemplo, poderia ela toda ter sido uma ilusão...&lt;br /&gt;- Da mesma forma que sei que você também é criação da minha cabeça.&lt;br /&gt;Ela riu alto.&lt;br /&gt;- Querido, eu já existia antes de você me usar numa história! Você já me viu em sonhos reais desde que era pequeno. Sem falar de outros “personagens”  – disse isso fazendo as aspas com dois dedos de cada mão. – Eles não são criação sua. Como Lúcifer, por exemplo.&lt;br /&gt;Seu olhar quando disse isso me fez correr um frio sobrenatural pela espinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou sobre uma sepultura com o nome de “Oz”. Não sabia se era ele, ou quem era. Sentiu um frio de gelar a alma e o ar soturno deveria dar-lhe medo, mas de fato sentia-se em casa. Ouviu algo. Procurou e encontrou um gato branco sentado sobre uma das sepulturas fora daquele círculo de dez túmulos em que estava. O gato pulou e perdeu-se na neblina. O garoto resolveu segui-lo. Sentiu algo vivo na neblina. Algo que sussurrava coisas inteligíveis. O gato branco parou. Estava no colo de um homem velho, mas de aparência vigorosa e sinistra.&lt;br /&gt;- Olá, Segundo. – disse o velho, com voz ríspida e gelada. – Eu sou o Senhor das Trevas e vim lhe buscar para que passe para o outro lado renascido.&lt;br /&gt;- Como assim? – perguntou o garoto, confuso como todos os outros. – Eu morri?&lt;br /&gt;- De certa forma. – disse o homem, caminhando por um corredor de negras árvores secas, que curvavam-se umas de frente para outras, como um túnel.&lt;br /&gt;- E... renascer? Como assim? Como isso será possível? – perguntou o garoto, seguindo-o.&lt;br /&gt;- Da mesma forma que a Fênix. Queimando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mabi parou diante de uma das janelas do salão.&lt;br /&gt;- Entenda, Oz. Você pegou todos aqueles sonhos malucos, incluindo os que entidades como eu lhe visitamos, e transformou em historinhas. Seria uma forma de não enlouquecer? Ou no fundo você só está “pregando a nossa palavra”?&lt;br /&gt;Não sei o porquê, lembrei de mim entre milhares de corpos e a cara cheia de sangue, escorrendo pelo cabelo comprido, prestes a matar Zo, um lado sombrio de mim mesmo. “Não se pode matar a si mesmo sem morrer junto”, ele disse.&lt;br /&gt;- Acho que nunca fui normal e não sou religioso. Acredito que somente fiz o que pedia minha vocação. Não acredito que tenha feito algo que eu de fato não quisesse. Você foi usada por mim, Mabi. E nunca fui um dos bonecos de Lúcifer, apesar de algumas pessoas terem achado que sim, em certos momentos de minha vida. A maldade não corre em minhas veias e estou longe de ser totalmente insano. O Mal e a Ilusão nunca me dominaram.&lt;br /&gt;Ela ficou séria.&lt;br /&gt;- Se a sua intenção foi a de me aprisionar num mundo irreal e a da Estrela da Manhã de usufruir de minha loucura e talento para fins maléficos, vocês se deram mal. Pois só o que conseguiram foi tornarem-se “personagens” – minha vez de fazer aspas com os dedos – de meus mundos particulares.&lt;br /&gt;Ela começou a preparar-se para me enfrentar, e eu para matá-la e não sonhar mais com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino trancou-se no quarto chorando, após a pior surra que havia levado do pai. Estava cansado de ser o bobo da classe, de não saber fazer amigos, de ser bonzinho demais e de nunca ser bom o suficiente para os pais. Sentia-se bem quando criava um mundo à parte em sua cabeça e esquecia do resto. Não podia ter os brinquedos que queria e que as outras crianças tinham, então resolveu criar sua própria diversão.&lt;br /&gt;- Vou criar meus próprios mundos e viver neles! – disse, enxugando as lágrimas.&lt;br /&gt;Pela primeira vez na vida, desejou morrer por ser tão difuso do mundo real, mas tudo que fez foi adormecer. O que era bom, pois sua imaginação fluía melhor nos sonhos. Sonhou com uma garotinha loira vestida de branco que lhe entregava um livro em branco. Quando acordou – ou achou que havia acordado – estava deitado sobre um gramado, sob uma enorme lua branca, num estranho cemitério coberto por uma espessa neblina. Ouviu uma voz feminina:&lt;br /&gt;- Ah, eu adoro essa neblina! – ela disse – Nos faz caminhar sem saber o que há no próximo passo.&lt;br /&gt;Com certa dificuldade, viu uma garotinha de pele pálida, cabelos negros, roupa preta e com fortes marcas nos pulsos.&lt;br /&gt;- Oi, Oz. – ela disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corredor de árvores terminou numa espécie de templo em ruínas, onde o velho com o gato branco abriu a porta e revelou um enorme salão com uma espécie de pira ao centro de uma espécie de altar, onde uma enorme ave de mármore esticava suas asas até o teto.&lt;br /&gt;- Sabe, sempre que você vem para esse lado, tudo que tem que ser feito é levá-lo para o renascimento. Mas às vezes alguns interferem, para tentar mantê-lo aqui. – disse o enorme homem sombrio para o garoto. – Eu não posso fazer isso que estou fazendo, pois tenho um reino de Trevas e mortos de verdade para administrar, sabe? Mas eu gosto de você e quero contribuir para que tudo siga seu curso.&lt;br /&gt;O garoto parecia não entender nada e de fato, não estava entendendo mesmo. O Senhor das Trevas o pôs dentro da pira e acenou com uma das mãos para o alto. O ar azulado e sombrio, frio, começou a ser iluminado por uma luz amarela que vinha de um buraco no teto do templo, até todo o ambiente ficar dourado e quente.&lt;br /&gt;- Isso, é claro... – disse o velho – até a sua nona morte. Porque então só lhe restará a décima e última, que somente Aquele Que Permeia o Universo sabe quando será. O que sabemos, é dessa você não renascerá.&lt;br /&gt;A luz amarela centralizou-se na pira e o garoto começou a brilhar como um Sol, até queimar e virar cinzas.&lt;br /&gt;Acordei desse sonho me sentindo muito melhor do que quando adormeci, na noite anterior, quando estava com vontade de não existir mais, tamanho sofrimento que estava sendo minha pré-adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, meu Salão da Verdade havia se tornado um monte de imagens confusas e obscuras. Mulheres que um dia desejei estavam se oferecendo pra mim e me repudiando ao mesmo tempo. Eu era um rei de meu mundo e podia fazer o que quiser, assim como me vi muito mai bonito do que eu era de verdade e as pessoas se importavam comigo, apesar de eu esnobá-las. Os caras que eu detestava estavam caindo mortos, um a um e um documentário sobre minha vida estava sendo feito, já que eu era alguém tão importante para a História. A mulher que eu amei estava implorando para que eu voltasse a ficar com ela, mas eu estava mais preocupado com a mulher perfeita que havia encontrado agora: com corpo perfeito, sexo maravilhoso e que me compreendia e não tinha nenhum defeito. Tudo ilusão.&lt;br /&gt;- Você já foi melhor, Mabi. – eu disse. – Não precisa ficar desesperada, não tenho poder de matá-la de verdade, você sabe disso. Ninguém pode matar um conceito, uma idéia. Apenas vou eliminá-la de meu mundo e dos meus sonhos e tudo que restará será uma pedra com seu nome nela.&lt;br /&gt;- Tantos delírios, para você terminar sozinho e melancólico. – disse a Ilusão. – Você pode estar descobrindo quem é e pra que veio a este mundo, Oz. Mas a que preço?&lt;br /&gt;- Não é assim a vida? Tentamos encontrar sentido nela e às vezes chegamos ao fim dela sem ter certeza de nada. E no caminho temos alguns ganhos e algumas perdas...&lt;br /&gt;Passei a mão pelo ar e então estava de volta ao Salão da Verdade. Encontrei e peguei um livro na mão. Não havia nada na capa, mas seu interior estava quase todo escrito.&lt;br /&gt;- E, sabe Mabi... – eu disse, sorrindo – Não terminou. Só está começando.&lt;br /&gt;Então soprei o livro e as folhas foram virando e as letras se pagando, virando pó. A loira de branco começou a se desfazer em poeira também. Quando a última letra havia sumido, Mabi já não existia mais. Não dentro daquela sala. Não em meu mundo. E eu tinha em minhas mãos um livro com páginas novamente em branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei na cama, em minha nova e diminuta casa. Havia finalmente saído da casa dos meus pais e agora estava vivendo sozinho. Pensava em ser um bom pai para meus dois filhos pequenos, mas não conseguia vê-los com a freqüência que gostaria, desde que havia terminado meu relacionamento com a mãe deles. Meu coração agora pertencia a alguém cuja alma era idêntica à minha. Mas eu havia acabado de perder mais um emprego e algo fazia eu me sentir mais triste do que das outras vezes. Eu estava com dificuldade de viver e isso me dava vontade de não acordar após o adormecer. Então, abri os olhos e estava num cemitério estranho, com dez sepulturas formando um círculo, sobre uma estrela de dez pontas desenhada na terra. Algo me dizia que eu já estivera ali. Ainda mais quando um homem com roupas de arlequim surgiu, dizendo que seu “mestre” queria me ver. Mais estranho ainda foi ele me chamar de Nono Oz e me por diante de um espelho onde éramos uma pessoa só.&lt;br /&gt;- Os deuses da vida começam a sumir atrás das lágrimas! Como iríamos saber por que escolhemos o caminho que seguimos? Por que machucamos aqueles que amamos? Parece que não há muito tempo para perder com reflexões... – ele começou dizendo.&lt;br /&gt;E tudo o que eu sentia era uma enorme escuridão cobrindo minha alma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bt-vjNJBAiw&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bt-vjNJBAiw&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A seguir: o último tomo da saga "O Mundo de Oz": "Dunkelheit", em 4 partes!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;:]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-5865684377147730503?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/5865684377147730503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=5865684377147730503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/5865684377147730503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/5865684377147730503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2010/05/o-mundo-de-oz-tomo-ii-delirium-cap-6.html' title='O Mundo de Oz - Tomo II: Delirium - Cáp. 6'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-4053816324969598507</id><published>2010-04-30T03:09:00.004-03:00</published><updated>2010-04-30T03:25:01.606-03:00</updated><title type='text'>O Mundo de Oz - Tomo II: Delirium - Cap. 5</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.delirium&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;Capítulo 5: Rush (The Living Dead)&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corri tudo que pude por aqueles corredores sombrios, até chegar a um beco sem saída. Podia ouvir os latidos de longe. Podia ouvi-los aumentando e sentir a aproximação do fim. De repente, vejo os olhos vermelhos de um deles. E também seus dentes rangendo. Então, apareceu outro. E mais outro e mais outro. Quatro cachorros ferozes que mais pareciam lobos selvagens sedentos por sangue. Queria acordar. Precisava acordar daquele pesadelo! E acordei, bem na hora em que me tornaria comida canina. Eu estava ofegante como sempre após um pesadelo. Lembrei-me de uma vez jogando RPG, quando o mestre fez com que um mago rival me pusesse um feitiço eterno no qual eu nunca poderia me aproximar de um cachorro ou lobo, ou enlouqueceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anjo caído entrou e caminhou com certa sobriedade e arrogância pelo quarto de Damien, vislumbrando a cena do filho adormecido entre mulheres nuas e demônios. Só fez barulho quando quis que seu filho acordasse. E assim o fez irritando um dos cachorros deitados num dos tapetes. Damien despertou, nada surpreso.&lt;br /&gt;- Acorde. – disse a Estrela da Manhã.&lt;br /&gt;- O que é tão urgente?&lt;br /&gt;- O medalhão de Agat. Vim buscá-lo. Cora está diante de meu trono à espera dele.&lt;br /&gt;- Mas... – agora, Damien parecia surpreso.&lt;br /&gt;- Filho... – disse Lúcifer, pegando o medalhão sobre uma mesa – Você tem que entender que, se Ele entregou seu filho para morrer para contar uma história, porque eu não mataria o meu por uma?&lt;br /&gt;E antes que Damien levantasse da cama, um breve olhar do anjo negro para o cachorro fez com que uma raiva incontrolável despertasse dentro do animal, que pulou sobre o Damien, estraçalhando sua carne até que não mais se movesse. Os seres nus continuavam adormecidos e os demônios sorriam, enquanto o enorme cachorro tomava forma humana.&lt;br /&gt;- Vou usá-lo agora. – disse Lúcifer olhando para o medalhão – e ele voltará para suas mãos depois da tarefa de Mabi. Para que cumpra seu papel no passado, Sith.&lt;br /&gt;- Que assim seja, milórde – disse o homem de olhos vermelhos que outrora era um cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que aquele não era um sonho comum. Algo naquele lugar parecia irreal, mas também havia algo de mitológico, mágico. Ainda mais com a bela garota pálida com suas vestes e cabelos pretos. Achei que estava num belo sonho e que iria me dar bem. Ledo engano.&lt;br /&gt;- Esta rocha, com estas inscrições, representa Mabi, a Rainha das Nixies, das fadas. A Ilusão. – disse ela para mim. – E aquela rocha lá embaixo, na pequena ilha, é você.&lt;br /&gt;- Eu? Nem sei que lugar é esse.&lt;br /&gt;- O Limbo. O lugar onde você cria seus mundos, suas histórias... – ela disse.&lt;br /&gt;- Se tudo isso aqui é fruto da minha cabeça, como você sabe mais sobre tudo isso do que eu? Eu não faço idéia do que você está falando... – eu disse.&lt;br /&gt;- Não esquente, Sétimo Oz. Vai se lembrar em breve. – disse Cora, com ar cabisbaixo.&lt;br /&gt;Então, eu ouvi algo e senti o ar se contorcer, mas sem ventar. Olhei para cima, à minha esquerda, e tive uma visão que não se vê todos os dias: uma loira vestida de branco surgiu do nada, como um fantasma e “pousou” no gramado. Tudo que consegui fazer foi prestar atenção no diálogo entre ela e Cora.&lt;br /&gt;- Ora, se não é o brinquedo de Hades. Como chegou aqui, arremedo de personificação antropomórfica. – disse a loira.&lt;br /&gt;- Guarde seus insultos pra você, Mabi. O Escuro e o Mal sabem que estou aqui, pois foram eles que me deram o medalhão de Agat para voltar pra cá.&lt;br /&gt;A loira riu alto.&lt;br /&gt;- Hahaha. Queridinha, o que a faz pensar que eles a ajudaram, se eles têm interesse no Mago Morto tanto quanto eu?&lt;br /&gt;Cora sorriu de leve.&lt;br /&gt;- E você acha que já não sei de tudo isso? Vim cumprir a função que o criador de Oz me designou. Já sei o que me espera.&lt;br /&gt;Mabi ficou séria.&lt;br /&gt;Eu ainda não sabia o que fazer ou dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou em casa desolado e deprimido como sempre. Estava odiando o trabalho, tanto quanto o fato que tanto tempo havia passado e ainda não sabia ao certo o que queria da vida ou não tinha coragem de assumir sua vocação. Ainda mais agora, com um segundo filho a caminho. Sentiu-se solitário, como em muitas outras noites e teve um desejo intenso de morrer. Como em outras noites. Sentia-se pequeno, sozinho e fraco diante da vida. Fechou-se em seu quarto mais uma vez. Fechou-se em si mesmo e em seu mundo particular mais uma vez. Morreu, mais uma vez. Era a oitava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu caminhava pelo Salão das Memórias, à sua espera. Olhava para cada um dos dez espelhos. Parei diante do nono deles.&lt;br /&gt;- Ótimo. Ele está aqui. Arlequim! – gritei. E o palhaço veio.&lt;br /&gt;- Sim, milórde.&lt;br /&gt;- Vá buscar o Nono Oz. Ele está no cemitério, sobre os dez túmulos. Traga-o aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mabi fez uns sinais com a mão e o chão começou a criar vida. A terra e as raízes cresceram e subiram pelo corpo de Cora, imobilizando-a. Eu parecia paralisado também. Provavelmente deveria estar dormindo sobre os braços, o que normalmente nos faz ficar imóveis nos sonhos. Apenas achei isso naquela hora.&lt;br /&gt;- Oz! Você tem que fazer alguma coisa! – Cora gritou.&lt;br /&gt;- Eu. Eu não sei... – foi tudo que pude dizer.&lt;br /&gt;- Ele não tem o que fazer aqui, senão olhar o amor de seus sonhos morrer, queridinha. Hehe. – disse Mabi.&lt;br /&gt;- Do... Do que você se lembra, Oz? – esforçou-se Cora para perguntar.&lt;br /&gt;Então eu disse aquilo que achei que nunca diria num sonho:&lt;br /&gt;- Eu... Só consigo lembrar que “pior do que tentar encontrar o amor perfeito em vida, é amar um personagem criado em minha cabeça e que não existe de verdade”.&lt;br /&gt;Não sei porque disse aquilo. Mas Cora e Mabi sabiam. E Cora chorou, enquanto Mabi tirava de algum lugar um enorme espelho que brilhava muito.&lt;br /&gt;- Eu disse, garota. Não há o que um ser mitológico como você possa fazer para salvar um criador alienado. No fim – disse a loira, deixando o caminho livre diante do espelho – tudo não passa de ilusão. Loucura. E disso eu entendo.&lt;br /&gt;Eu tive vontade de chorar. Cora então disse suas últimas palavras para mim.&lt;br /&gt;- Oz, toda história pode ser recontada, reescrita. Eu estou cumprindo meu papel, mas e você? Está cumprindo o seu?  - uma lágrima de sangue escorreu de seu olho esquerdo. – Quando eu não estiver mais aqui, vire as costas para o que ficou e caminhe numa nova direção. Veja-se no espelho. Pode parecer absurdo, mas eu te...&lt;br /&gt;E antes que ela terminasse, do espelho brilhante pulou um lobo sanguinário que a fez calar. Ele estraçalhou seu pescoço e pareceu deliciar-se com a morte da bela Cora. Eu estava petrificado, com um medo apavorante daquele canino de olhos vermelhos e fumegantes. O lobo arrancou o colar de Cora com os dentes e saiu andando em direção ao espelho, enquanto todo o sangue e todo o corpo de Cora tornaram-se pó e desapareceram, na primeira brisa que passou. Depois que o lobo se foi, eu consegui me mexer.&lt;br /&gt;- Não achei que seria tão fácil te dominar, pequeno Oz. – disse Mabi. – Você é pura ilusão. Lúcifer estava enganado sobre você...&lt;br /&gt;Pensei que talvez o que Cora havia dito fosse mais literal que metafórico, então me virei de costas para onde ela estava e caminhei até o espelho. Olhei para ele e não me lembro do que vi, mas lembro de sentir-se “revelado”, como alguém que recebe do nada uma grande doze de sabedoria. Lembrei de como havia ficado triste antes de dormir por causa da minha vida, da minha preocupação com a chegada de meu primeiro filho e minha dificuldade em amadurecer para ser um bom pai. Lembrei que senti como se tivesse morrido por dentro e então, eu já era mais do que eu, ali, naquele momento onírico.&lt;br /&gt;- “Ah, doce irmã da dor. Sempre sozinha. Cega você procura pela verdade. Eu me vejo em você. vidas paralelas girando na velocidade da luz pelo tempo.” – eu disse para Mabi.&lt;br /&gt;Ela pareceu surpresa, mas manteve a postura arrogante de sempre.&lt;br /&gt;- Ora, ora. – disse a loira. – Finalmente nosso morto-vivo, “o” Oz de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O palhaço trouxe o Nono Oz. Era eu. Mas ao mesmo tempo não era.&lt;br /&gt;- Venha. – eu disse. – tenho que lhe dar algumas instruções antes de sua última morte.&lt;br /&gt;- Mas... – disse o nono morto, perplexo. Quem é você? Eu morri? Tô sonhando?&lt;br /&gt;- Eu sou você. Ou melhor, você é uma parte de mim que não existe mais. Reparou como somos parecidos?&lt;br /&gt;E, levando-o ao espelho, ele pode ver como éramos a mesma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="360"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YJ09asJ5474&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/YJ09asJ5474&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;...é, ainda continua...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-4053816324969598507?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/4053816324969598507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=4053816324969598507' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/4053816324969598507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/4053816324969598507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2010/04/o-mundo-de-oz-tomo-ii-delirium-cap-5.html' title='O Mundo de Oz - Tomo II: Delirium - Cap. 5'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-4904303901591444656</id><published>2009-08-01T01:56:00.004-03:00</published><updated>2009-08-08T14:06:56.754-03:00</updated><title type='text'>O Mundo de Oz - Tomo II: Delirium - Cap. 4</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;tanto tempo sem escrever pra fazer um post enorme que me consumiu tempo, sentimentos e sanidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.delirium&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;Capítulo 4: Beyond Me&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A boneca de pano estranhou o vilarejo japonês em ruínas tanto quanto Mefistófeles, o anjo das Trevas, mas Cora parecia saber exatamente onde estava. E também que estava sem o medalhão de Agat.&lt;br /&gt;- Não acredito! Estamos no Limbo! O medalhão nos tirou do Reino dos Mortos! – animou-se a rainha de Hades.&lt;br /&gt;- Você tem certeza disso? – disse uma voz feminina.&lt;br /&gt;Cora se virou e a viu, vestida de branco como sempre e com seus intermináveis cachos dourados.&lt;br /&gt;- Mabi, a rainha das Ninfas e da ilusão.&lt;br /&gt;- Delírio. – sussurrou Mefistófeles.&lt;br /&gt;- Oi! – disse Mabi, estendendo uma das mãos – E tchau! – disse, abaixando a mão e fazendo com que a visão de seus visitantes ficasse turva e indefinida.&lt;br /&gt;Cora só consegue piscar e ao abrir os olhos, não está mais lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando abriu os olhos, Cora, o anjo negro e a boneca de pano estavam dentro do palácio esmeralda diminuto, diante do pobre pierrô.&lt;br /&gt;- Mas? Quem são vocês? – indagou o velho em seu pijama quadriculado.&lt;br /&gt;Antes que um dos três tentasse dizer, o Arlequim o fez, surgindo quase do nada, numa das portas.&lt;br /&gt;- São convidados do mestre, meu querido amigo e quase irmão! E ele os aguarda em seu salão.&lt;br /&gt;- Ele está aqui? Mas...&lt;br /&gt;- Veio por um dos espelhos agora a pouco e pediu para que viesse chamar por vocês.&lt;br /&gt;O Arlequim fez sinal para que eles fossem na frente, passando pelas portas e corredores até chegar ao salão principal.&lt;br /&gt;- Charles – disse alguém que estava na janela, à meia-luz - leve a boneca para o cemitério do Escuro. Preciso conversar com Cora e o anjo. E me tragam aquelas coisas que estão na Sala de Ferramentas, ok?&lt;br /&gt;- Sim, senhor! – disse o pierrô, levando a boneca e o Arlequim junto.&lt;br /&gt;- Oz? – perguntou Cora.&lt;br /&gt;Ele virou-se. Não era ele. Era eu.&lt;br /&gt;- Você sabe que sim... e não.&lt;br /&gt;- Confuso como sempre. – foi o que ela disse. – Você ainda me parece o Oz.&lt;br /&gt;- Nós raramente temos uma aparência verdadeira em sonhos – eu disse .– Olha, eu sei por que você está aqui. Mas você sabe?&lt;br /&gt;- Por que você não quer mais acordar e se ver transformado numa barata?&lt;br /&gt;Tudo que pude fazer foi sorrir.&lt;br /&gt;- Preciso que vocês façam algumas coisas por mim. Preencham algumas lacunas e me ajudem a lidar com Mabi, a Ilusão.&lt;br /&gt;- Isso já tá parecendo novela! – disse o Arlequim, que acabava de voltar para a sala com os artefatos que eu pedi. – Música é melhor que novela.&lt;br /&gt;- Nada melhor do que assistir um filminho comendo batata frita! – exclamou Pedrolino, o pierrô.&lt;br /&gt;- Mesmo com todo seu poder dentro de um mundo de sonhos, é um defeito do homem não poder escolher seu destino. Ele pode apenas escolher como reagirá quando o chamado do destino vier. Esperando que terá a coragem para responder a altura. Só descendo ao fundo do poço é que a gente recupera os tesouros da vida. Algumas pessoas morrem e nem ao menos percebem. Eu não só percebo minhas mortes em vida, como não as suporto. Mas algo está diferente. Você está me fazendo ter vontade de viver e melhorar, novamente!&lt;br /&gt;- Você está me dizendo que você criou tudo isso e todas essas mortes só para vir até o Hades? Mas...&lt;br /&gt;- É preciso morrer e renascer, quando a vida que temos já não nos serve mais. – eu disse, estupidamente. – Não é esse o significado do renascimento?&lt;br /&gt;- Eu... – ela hesitou. Sabia. Isso sempre acontece. – Eu pertenço a Hades...&lt;br /&gt;- Ninguém é dono de ninguém.&lt;br /&gt;- Gosto quando você fica meio doido. Parece que é você mesmo. Quando tenta ser certinho fica muito deprê e nada dá certo. Acredite, eu sei como é isso. Mas é mais fácil falar do que fazer! Nós nem pertencemos ao mesmo mundo...&lt;br /&gt;- Eu sempre estive louco, eu sei que eu estive louco, como a maioria de nós... muito duro explicar por que você está louco, até mesmo,se você não está louco... – foi a besteira que saiu da minha boca. – Nem tudo funciona certinho. É preciso quebrar as regras e dar umas pancadinhas de vez em quando... Mas tem que saber onde e como bater. – concluí, pensando em mudar de assunto.&lt;br /&gt;Cora estava pensativa. Medo.&lt;br /&gt;- Eu faço o que tiver que fazer. Já sei qual é meu fim mesmo... Quero te ajudar, mesmo que isso não seja permitido.&lt;br /&gt;Fiquei feliz e angustiado. Sei o que terei que fazer depois... Entreguei-lhes os artefatos. Dei-lhe o colar.&lt;br /&gt;- É um ankh. É um símbolo da vida e do seu ciclo. Um símbolo da ressurreição dos mortos. Ele te trará de volta.&lt;br /&gt;- Boa noite, sonhador. – ela disse.&lt;br /&gt;Pegou as instruções com meus ajudantes, me deu um beijo e foi-se através do espelho. Eu chorei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mefistófeles, numa forma humana, aproxima-se do embriagado Oz  num bar de Hell City e entrega-lhe o cartão que Cora pediu para que ele o fizesse.&lt;br /&gt;- Aqui. Ele vai entrar em sua mente e retirar de lá o que você precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mabi, incorporada na princesa vestida de branco de História Sem Fim, disse a Oz que seu mundo seria engolido pelo Nada antes que ele sumisse. Cora não chegou a tempo para interferir. Ela também não conseguiu chegar antes que Mabi se passasse pela versão criança da Princesa e pedir para que ele a amasse quando Oz se deparou com suas dezenas de cópias com defeito. Ma conseguiu puxá-lo do meio de suas cópias e tirá-lo dali a tempo!&lt;br /&gt;- Vem roqueiro maluquinho! Hora de começar sua última saga...&lt;br /&gt;Mais tarde ele tentou saber quem era aquela garotinha branquela, mas ela sabia que não poderia dizer.&lt;br /&gt;- Como você sabe que esses pensamentos insanos estão apenas começando? E como leu meus pensamentos?&lt;br /&gt;- Ah, isso não importa. Não agora. E eu não te salvei. Só você pode se salvar.&lt;br /&gt;- Você sabe de muitas coisas.&lt;br /&gt;- Sei que você tem que aprender a fazer o que quer e ser dono de sua vida. Senão você irá se sentir morto e você pode se recuperar, ressuscitar. Mas não o tempo todo. Você não é eterno como eu! E eu ainda vou te tirar de uma fria de novo! – e empurrou ele por uma das portas do corredor onde estavam.&lt;br /&gt;Ela o salvou de novo, só que ele achou que ela fosse a Morte, outro personagem da ficção.&lt;br /&gt;- Que irônico. Salvo pela Morte.&lt;br /&gt;Ela nada disse sobre isso. Somente o que os palhaços pediram que ela dissesse.&lt;br /&gt;- Você ficou muito tempo esperando que você aparecesse que esqueceu quem era você!&lt;br /&gt;Depois o levou para ver a possível versão mais velha dele sabendo que aquele velho era Mabi. Limitou-se a fazer o que tinha que fazer e dizer ao perdido Oz que somente o presente existia e que ele tinha que parar de perder tempo procurando a si mesmo. E sumiu.&lt;br /&gt;Cora agora estava num hotel escrevendo num espelho: “Aplicai os vossos corações aos vossos caminhos”.&lt;br /&gt;Depois ela já estava presente numa das 9 ressurreições do jovem mago de sonhos. Reconheceu Mabi na pele de uma estranha e sedutora dona de um apartamento simples num bairro afastado, mas nada fez. Cumpriu seu papel colocando o perdido Flávio na frente do Espelho que Pedrolino havia lhe dado para que Oz despertasse e deixou-se ser morta por Lúcifer e seus demônios. Chorou, depois, quando soube que a morte de Mefistófeles não havia sido uma ilusão, pois o anjo havia sido atravessado pelo cedro do Rei dos Demônios, mesmo fingindo ser seu irmão Aladiah.&lt;br /&gt;Ela teve que usar o ankh do mago quando o encontrou num de seus sonhos, num apartamento que ele tirou de uma revista em quadrinhos.&lt;br /&gt;- Você não é o Tim. – ela disse. E também disse: - Enquanto continuar tentando se encaixar numa vida que não é a sua, vai continuar passando por isso...&lt;br /&gt;Cora estava no quarto quando Flávio acordou de sonhos intranqüilos achando que havia se tornado uma barata. Ela não soube na hora porque estava ali. Não havia nada para ela fazer ou dizer naquele momento. Depois, percebeu que ele sabia o que ela estava sentindo e decidiu compartilhar algo muito pessoal com ela.&lt;br /&gt;Ela também pode assistir quando F. foi processado por não ser feliz e ameaçado a ficar confinado numa vida cheia de angústia. Também estava no pequeno e velho cinema assistindo o mesmo filme que F. teve que ver. Foi quando ela descobriu que a sua morte o mudaria para sempre. Mas ela continuou fazendo o que havia prometido e lá estava em outro lugar:&lt;br /&gt;- E às vezes chora por estar perdido e sozinho? – ela disse. – Sonhos só se tornam cinzas se você deixar que os queimem. Ou se você os queimá-los.&lt;br /&gt;Ela estava numa loja, ele olhando um cartaz com a capa do primeiro disco do Black Sabbath, com a mulher vestida de preto na capa. Cora achou que ele a havia reconhecido, mas não era isso. Ela sabia o que era. E pensou por um momento se não deveria aproveitar aquele momento para tirar aquele aperto do coração! Mas ele já havia partido, correndo atrás do velho com o livro “O Homem de Plástico” na mão. Obra de Mabi.&lt;br /&gt;Ela o encontrou novamente numa espécie de clínica psiquiátrica. Ele tentou falar com ela sobre o que havia sentido desde que a viu da outra vez, mas ela desconversou.&lt;br /&gt;- Me sinto estranho quando você está perto...&lt;br /&gt;- Precisa ser você mesmo. Prefiro assim. Tente ouvir a si mesmo, pensar no que você mais gosta de fazer e no que você mais teme.&lt;br /&gt;- Por que você perde tempo comigo?&lt;br /&gt;Ela deu uma resposta evasiva antes de sumir de novo. Chorou por um bom tempo antes de entregar os espelhos para as cinco idades de Oz quando eles se reuniram para que Mordenkai os matassem (ou achasse que o teria feito). Ela já não estava mais empolgada com a idéia de ajudar o mago quando ele a chamou novamente de Morte.&lt;br /&gt;- É só uma palavra... Levante-se. É hora do fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cora não teve tempo de se despedir ou mesmo de ver Oz na caverna de Hades. Estava no cemitério das Trevas, lugar por onde chega e de onde parte. A boneca de pano estava lá, sobre seu túmulo. Estava sangrando. Então veio a luz e ela sabia. Estava partindo da terra dos mortos. Acordou na cama de um hospital, com a mãe aflita ao seu lado, perguntando por que ela fazia aquilo? Ela não se lembrava mais de quem era. Estava viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota que um dia foi Cora conseguiu viver por algum tempo, mas aos poucos os motivos que a levaram a querer morrer voltaram a assombrá-la e, num dia chuvoso, dentro de seu quarto, ela puxou a Caixa de Coisas Mortas debaixo da cama, pôs no colo e a abriu, sentindo a brisa que a chamava. Chorou por cada coisa que estava lá dentro, por cada lembrança ou sentimento que elas traziam e então tirou a boneca de pano, já bem esfarrapada desde os tempos de adolescente. Foi no banheiro, abriu o armário e pegou alguns remédios. Tomou todos. Deitou-se e dormiu. Acordou sobre seu túmulo gelado no cemitério de Hades. Levantou a cabeça.&lt;br /&gt;- Oi. – disse a boneca, que estava do outro lado, sentada sobre uma das lápides de Oz. Por que você faz isso? Pelo Hades? Pelo garoto? Isso é amor? – perguntou a boneca.&lt;br /&gt;Cora riu.&lt;br /&gt;- De que adianta filosofia aos mortos? – ela disse. – Vamos, preciso do medalhão de Damien para voltar ao Limbo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SR9nzqbkH8Y&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SR9nzqbkH8Y&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-4904303901591444656?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/4904303901591444656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=4904303901591444656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/4904303901591444656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/4904303901591444656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2009/08/o-mundo-de-oz-tomo-ii-delirium-cap-4.html' title='O Mundo de Oz - Tomo II: Delirium - Cap. 4'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-8666666418578160113</id><published>2009-06-06T18:06:00.002-03:00</published><updated>2009-06-06T18:29:54.777-03:00</updated><title type='text'>O Mundo de Oz - Tomo II: Delirium - Cap. 3</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.delirium&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Capítulo 3: Opium&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz caminhava inquieto pelos corredores daquele enorme e estranho palácio, enquanto o homem com roupas de pierrô ao seu lado não conseguia conter-se.&lt;br /&gt;- Veja, por trás dessas portas está a Grande Sala da Criação! E descendo as escadas das Ilusões, encontrará o Arlequim, outro servo. Não gosto dele, sabe? Muito prepotente! Um estorvo entre eu e meu amor. Mas isso não lhe interessa, não é milorde? Olhe! O Salão das memórias! Onde estão guardados seus pertences: a pedra, o espelho, a espada, as cinzas do coração do Dragão Negro, a essência de Zo... Além dos Livros de Oz. Sabe? Aqueles... – disse com uma cara mais séria.&lt;br /&gt;- Não, não sei. Que livros? Do Mágico de Oz?&lt;br /&gt;O pierrô riu inocentemente e escandalosamente.&lt;br /&gt;- Desculpe-me, mestre. Não pude me conter! Sempre me esqueço de suas brincadeiras... De qualquer forma, não poderemos ir até lá mesmo, porque teríamos que passar pelo...&lt;br /&gt;Mas antes que completasse a frase, o rapaz já havia aberto a enorme porta e entrado.&lt;br /&gt;- Senhor! Não! Volte! – disse o servo, correndo atrás de seu desmemoriado criador.&lt;br /&gt;O rapaz estava parado, talvez com dúvidas, talvez com medo, diante do corredor. Era soturno e frio, com uma enorme porta vermelha do outro lado e com suas duas paredes preenchidas por dez espelhos, cinco de cada lado.&lt;br /&gt;- O que são esses espelhos, Pedrolino? – perguntou.&lt;br /&gt;- São as janelas de suas Dez Vidas. – respondeu, não muito animado.&lt;br /&gt;- E... Como sei qual é a minha?&lt;br /&gt;- Saberá. É só seguir para algum deles. Um deles o atrairá, e então...&lt;br /&gt;O rapaz caminhou diretamente para o terceiro espelho à sua direita.&lt;br /&gt;- Então o quê?&lt;br /&gt;- Então se lembrará... – disse o pierrô, com cara triste.&lt;br /&gt;O rapaz se aproximou do espelho e deu uma olhada em si mesmo. Parecia distorcido.&lt;br /&gt;- Porque essa cara triste? Não é bom que eu me lembre de quem sou e de como cheguei aqui? Além do mais, este espelho está desfocado...&lt;br /&gt;Mas o rapaz interrompeu a frase ao perceber que o foco parecia mudar e então sentiu algo, como uma longa e pesada punhalada em sua cabeça. Ficou parado por um tempo e então se afastou, caiu no chão e começou a chorar.&lt;br /&gt;- Eu me lembro agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cora entrou nos aposentos de Hades determinada, seguida pelo anjo negro da morte Mefitófeles. Carregava em uma das mãos o pequeno palácio esmeralda.&lt;br /&gt;- Hades! Pode me dizer como isso veio parar aqui? Onde está o Chapeleiro? Quero falar com ele! Oz precisa de...&lt;br /&gt;- Você? – cortou-lhe o senhor das Trevas.&lt;br /&gt;- ...Ajuda. – disse Cora.&lt;br /&gt;- Sabe quantos milênios de existência eu tenho, minha querida? Não me insulte! Tragam o Chapeleiro! – ordenou para um ser com formas de Gárgula. – Fique sabendo você, meu amor, que será impossível realizar o desejo que forma-se em seu interior. E não é somente porque você é minha, Atégina. Ele escolherá seu fim, como parte do acordo com a Trindade.&lt;br /&gt;- Me deixe fora das armações entre você e seus irmãos, Hades. E eu não passaria meus Invernos aqui não fosse aquela fruta maldita! – enfureceu-se Cora.&lt;br /&gt;Hades continuava inabalável.&lt;br /&gt;- Eles a comem no Ano Novo pra trazer fortuna, sabia? Ele não é parte de nós, querida. Você sabe disso.&lt;br /&gt;O Chapeleiro é trazido.&lt;br /&gt;- Diga, Chapeleiro, quem lhe entregou este artefato. – disse a garota, estendendo-lhe os braços a segurar o mini-palácio. – Como pode um ser irreal de contos de fadas morrer e vir ao mundo de meu senhor com tal artefato que nem faz parte de sua história?&lt;br /&gt;O Chapeleiro tentou-se manter-se de pé. Parecia bêbado e delirante.&lt;br /&gt;- Ora, ora! Se não é a Lady Onix! Prazer! Prazer! – e curvou-se tirando o chapéu e voltando à sua postura original. – Foi Ela! Ela me fez parte da realidade do Perdido e me assassinou! Chá envenenado! E nem era com leite e limão! Que cortem minha cabeça! – gritou. – E sangue! Muito sangue! Tudo escuro, preto. Vermelho! Longas cortinas vermelhas! Chá de Lírio! Cogumelos! Hum... E quando o Corvo me pegou, o Anjo me deu esse brinquedo. Tentei barganhar com a ave em troca da resposta de meu problema matemático, mas ela me largou num barco cheio de gente morta! Bebemos muito no caminho, isso sim! Eram cinco horas, sabe? – e caiu no chão, exaurido.&lt;br /&gt;- De quem ele está falando? – perguntou o anjo Mefistófeles. - Eu não dei nada a ele!&lt;br /&gt;- Não foi você. – disse Hades, virando-se para a janela de onde avistava um dos lados de seu obscuro reino.&lt;br /&gt;- Ele está falando de seus irmãos? – perguntou Cora.&lt;br /&gt;- Sim. – disse Hades, com certo pesar na voz. – Ele está falando de Lúcifer e Mabi, o Anjo caído e a Rainha das Nixies.&lt;br /&gt;- O Mal e a Ilusão. – refletiu a princesa das Trevas. – Me pergunto se o Escuro também não está por trás disto?&lt;br /&gt;Mas Hades não respondeu. Ficou apenas olhando para o horizonte eternamente noturno, em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pierrô levou o rapaz em prantos de volta para a Biblioteca, de onde ele havia sido trazido.&lt;br /&gt;- Desculpe-me novamente. Eu me esqueci de sua ordem para que nenhum de vocês fosse levado ao Mirante. Talvez você não saiba, mas não poderá ficar mais aqui depois disso. – disse o servo.&lt;br /&gt;- Triste. Eu me sentia tão triste. Queria morrer...&lt;br /&gt;- É, eu sei. E morreu. – Pedrolino puxou um dos livros da estante.&lt;br /&gt;- Mas, eu... eu não lembro de ter me suicidado... Só de um desejo muito grande de não existir mais. – e continuou em prantos.&lt;br /&gt;- Você não se suicidou. Só quis morrer e morreu. É complicado! Só o senhor pode explicar melhor ao senhor mesmo! Ouça. Vou contar uma história e tudo ficará bem. – disse, abrindo o livro em mãos.&lt;br /&gt;- Pedrolino... Charles! Não sei se é uma boa hora... Que livros são esses?&lt;br /&gt;- São todos seus! Agora escute... “Um homem grita de um dos quartos de um hospital psiquiátrico. A enfermeira chama por um médico no autofalante...”&lt;br /&gt;Ouve-se ao fundo o som de uma música da banda Queenrÿche e uma espécie de energia sai do livro nas mãos do pierrô e vai em direção ao rapaz. Ele sente-se sonolento e pisca. Mas ao abrir os olhos não está mais no palácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cora percebeu a estranha energia e o sumiço do rapaz no interior do mini-castelo enquanto rondava de um canto a outro de seu quarto nas Trevas e então tomou uma decisão.&lt;br /&gt;- Mefis, nós temos que ir!&lt;br /&gt;- Mas, milady... – assustou-se o anjo da morte.&lt;br /&gt;- Eu não deixarei que o Mal ou a Ilusão o aprisionem! Vamos até os dez, até encontrar o Oz consciente! – e tirou um medalhão vermelho do meio de algumas roupas.&lt;br /&gt;- O medalhão de Mordenkai! Mas como? – espantou-se o anjo negro.&lt;br /&gt;- Isso não é certo! Você tem sua história... – tentou intervir sua boneca de pano.&lt;br /&gt;- Veremos!&lt;br /&gt;E então, após algumas palavras inteligíveis, o medalhão começou a brilhar e logo os três haviam se transformado em pó e desaparecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Inferno, Damien parece caminhar com dificuldades diante de seu pai.&lt;br /&gt;- Ainda assim, filho? Eu lhe avisei que quem brinca com gatos acaba arranhado. – disse o homem de aparência inebriante e sinistra, sentado numa espécie de trono feito de serpentes e ossos, com seus negros cabelos compridos e um olhar fumegante.&lt;br /&gt;- Eu perderia a chance de você ficar me zombando, pai? Não se preocupe, de agora em diante gatos são meus inimigos, com pena de morte quando na minha presença! Vim para informa-lhe que o medalhão de Mordenkai apareceu em minhas mãos. Quer dizer que foi usado. Sabemos por quem.&lt;br /&gt;- Eu já sabia. Agora é deixar nas mãos de minha querida irmã. Todos estão se intoxicando pelo nosso ópio e logo estarão adormecidos e debilitados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz estava num hospital. Piscou e viu-se numa espécie de culto de alguma ordem secreta. Piscou novamente, incrédulo, e então estava num bar. Um velho conversava com um homem sobre televisão, telefone e ruivas.  O homem foi embora e o velho aproximou-se do rapaz. Era calvo e usava óculos. Parecia-se com ele mesmo, só que mais velho.&lt;br /&gt;- Já leu “O Homem de Vidro”? – disse o velho, levantando um livro no ar e mostrando ao rapaz. Mas antes que ele pudesse dizer alguma coisa, piscou novamente  foi parar numa espécie de vilarejo japonês, decadente e meio destruído. Sentiu o corpo adormecido e percebeu que estava no ar, em fila com um garoto, um homem de meia-idade, um jovem e um velho. Os cincos haviam sido atravessados por uma lança, empunhada por um demônio. Os cinco caíram mortos no chão, queimaram e viraram cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei deitado num reluzente gramado de um verde quase irreal. Estava no alto de uma montanha. Levantei-me e não conseguia me lembrar de nada. Nem de quem eu era. Fui mais adiante para descobrir onde estava e logo minha mente foi atormentada por visões extremamente irreais para mim.  A paisagem quase campestre e antiga estava permeada por uma estranha cidade ao longe (parecia uma cidade de contos de fadas), além de enormes gatos alados no ar e estranhos seres lá embaixo, próximos a uma espécie de lago com uma ilhota e uma estranha pedra fincada nela. Senti-me entorpecido e logo constatei que deveria estar sonhando.&lt;br /&gt;- Um sonho. – resmunguei para mim mesmo.&lt;br /&gt;- Tem certeza disso? – ouvi atrás de mim. Virei para ver quem era e vi uma garota magra, extremamente pálida, com cabelos acima dos ombros e roupa preta. Ela estava encostada numa enorme pedra fincada no chão, parecida com àquela lá embaixo, na ilhota.&lt;br /&gt;- Olá, Oz. Você não se lembra de mim, eu nome é Cora – ela disse – Agora só falta acordar a loirinha dos delírios pra acabar com essa história!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XoooX3OVGoI&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XoooX3OVGoI&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;*muito grande, eu sei. fazer o q... rs&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;:)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-8666666418578160113?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/8666666418578160113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=8666666418578160113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8666666418578160113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8666666418578160113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2009/06/o-mundo-de-oz-tomo-ii-delirium-cap-3.html' title='O Mundo de Oz - Tomo II: Delirium - Cap. 3'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-1709840681877191779</id><published>2009-05-22T20:11:00.006-03:00</published><updated>2009-05-22T20:31:32.826-03:00</updated><title type='text'>O Mundo de Oz - Tomo II: Delirium - Cap. 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-weight: bold;"&gt;.delirium&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;Capítulo 2: Nemo&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A chuva. Sempre incessante. Caminhou pela lama negra e nem ligou muito para os uivos gélidos que o vento fazia naquele morro mórbido. Estava com uma roupa antiga, uma espécie de fraque do século XIX. Achou normal. Chegou ao topo do morro dos ventos uivantes e agonizantes. Havia alguém lá à sua espera. Uma garota, em belos e elegantes trajes negros e sombrios, tanto quando inebriantes.  Aproximou-se. Viu seu longo cabelo negro dançar ao vento quando ela se virou. O nome Perséfone lhe veio à mente, não soube porque e então, a beijou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um frio logo tomou conta de sua espinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei! Acorde!&lt;br /&gt;Abriu os olhos. Uma espécie de fada com um copo na mão. Outras fadas em volta. Alguns porcos sobre suas patas traseiras e alguns robôs também. Havia sonhado e voltado à estranha festa em sua casa.&lt;br /&gt;- Carinha, você me deu um baita susto! Tipo, achei que você tinha tido um colapso, sabe? Essas coisas que acontecem com pessoas reais na vida real. – disse a fada com a mão no peito antes de dar um gole no copo.  – Cara, esse hidromel tá muito dez!&lt;br /&gt;- Eu, eu não... Não entendo. Se eu estava sonhando, isso é  o que? Não é a realidade!&lt;br /&gt;- Ah, não! Claro que não! O que poderia ser? – disse a fada com uma das mãos estendida para o alto e olhando para cima.&lt;br /&gt;O rapaz, perplexo, correu de volta para seu quarto e trancou a porta, achando-se seguro lá dentro.  Mas percebeu que alguém discutia. Virou-se e espantou-se ao ver a si mesmo criança discutindo com outras versões idênticas sobre quem seria o dominante, enquanto uma menina tentava conseguir atenção de qualquer um deles. Toda aquela maluquice parecia bem real e o rapaz não sabia mesmo o que fazer. Encostou-se numa porta de vidro que havia numa estante atrás de si. Ouviu alguém batendo do lado de dentro da estante. Virou-se para a porta de vidro. Parecia um gato branco, com uma espécie de medalha japonesa no pescoço. Estava acenando para que ele o seguisse. Sem compreender nada, o rapaz abriu a porta de vidro e quando deu por si, já estava lá dentro, num corredor escuro com uma pequena luz distante. Caminhou até conseguir sair do corredor e surpreendeu-se ao ver que havia saído de trás de uma enorme rocha em pé, fincada numa pequena ilhota e com escritos de uma língua desconhecida. Era dia, o mar estava calmo e uma pequena ponte de corda ligava a ilhota ao continente.  Do outro lado, estava outro dele mesmo, agora ligeiramente mais novo, contemplando os céus. O rapaz se pôs a correr para alcançar a si mesmo, mas deixou que seu outro eu escapasse, quando ele fez surgir do nada um espelho e o atravessou, fazendo-o sumir em seguida.&lt;br /&gt;- Esse lugar não é maravilhoso?&lt;br /&gt;O rapaz virou-se e lá estava ela, a garota loira de longo vestido branco.&lt;br /&gt;- Takamagahara, o lugar mais lindo do Limbo! Tão bonito e colorido! Lembra o cenário de desenhos japoneses. Deve ter de dado um trabalhão para construí-lo.&lt;br /&gt;- Você de novo? Quem é você? – indagou o rapaz.&lt;br /&gt;Ela riu com vigor.&lt;br /&gt;- Você não sabe mesmo? Isso vai ser mais divertido do que eu esperava!&lt;br /&gt;- Você não é de toda estranha. Acho que já a vi em alguns sonhos... Nos mais malucos e reais, para falar a verdade. Mas...&lt;br /&gt;Uma estranha carruagem puxada por cavalos alados de asas coloridas e conduzidas por um porco bem vestido pousaram próximo deles e a garota foi entrando nela.&lt;br /&gt;- O mais interessante – disse ela – é que sempre que lhe nos vemos, você está perdido perdidinho, e isso é muito bom pra mim, hehe. Todos vocês são assim! Mas como vocês estão ficando raros, acho que perdi o costume. Vejo você do outro lado Oz, meu pequeno Nemo! – disse ela, dando sinal para que o porco conduzisse a carruagem para os céus. – A propósito – disse, antes de partir – meu nome é Mabi, mas isso não faz a menor diferença! Hahaha.&lt;br /&gt;O rapaz ainda teve tempo de ver a carruagem se distanciando em direção a um enorme palácio oriental, no topo de uma montanha distante. Logo em seguida, começou a ventar. Ventar muito, muito mesmo. Olhou para cima e viu um enorme redemoinho se abrindo nos céus. Ouviu alguém rindo. Parecia feliz. Então, foi puxado no ar direto para dentro do redemoinho, com uma força que quase o nocauteou. Girou, girou e ficou tão tonto que quase desmaiou, até que sentiu bater numa espécie de chão. Olhou em volta. Era uma biblioteca muito antiga de um palácio de vidro. À sua frente, um homem estranho, vestido com uma roupa preta e branca similar a de um palhaço, dava pulos de alegria.&lt;br /&gt;- Mestre! Mestre! – gritava ele – Há-há! Finalmente está aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A neve teimava em cair e os céus esbravejavam em nome de Hades, seu senhor. Cora segurava uma corda com sete corvos amarrados nelas. Queria partir, não queria mais ficar ali. Queria voltar a viver novamente. Mas alguma coisa a estava prendendo à Terra Sem Luz e os corvos foram sem ela. Ajoelhou-se na neve e quis chorar, mas não havia choro do Outro Lado. Levantou-se e caminhou por entre as lápides do cemitério por onde veio e de onde volta. Olhou para o horizonte sombrio.&lt;br /&gt;- Ah, como eu gostaria de sonhar novamente. – murmurou para si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz tentava recompor-se enquanto o palhaço estranho o enchia de perguntas.&lt;br /&gt;- Diga mestre, qual vida é essa? A primeira? Última? Já passou pelos 10 Dias? E o demônio, já o enfrentou? E o irmão dele? O Escuro? A Mãe das Nixies? E Ela? – fez uma pausa e se aproximou – Já encontrou Ela? Sabe, quando o senhor me contou sobre Ela, me serviu de inspiração para continuar em busca de minha amada Colombina! Um dia...&lt;br /&gt;- Peraí! Nunca vi você antes, mas sei quem você é! – interrompeu o rapaz.&lt;br /&gt;- Pedrolino, ao seu dispor! Mas o senhor gosta de me chamar de Charles. E pelo visto, eu trouxe uma versão um tanto quanto perdida do senhor. – desanimou-se o homem.&lt;br /&gt;- Se você pudesse me ajudar a entender o que está acontecendo comigo... Eu já morri algumas vezes, tive sonhos malucos, me chamam por um nome que não sei o que quer dizer... Queria só ir para casa...&lt;br /&gt;- Hum... Você e a Dorothy. Mas posso dizer, seguramente, que o senhor está em casa! – disse, abrindo os braços e mostrando o interior do palácio. – Talvez ache suas respostas aqui, sem precisar ir a outro lugar. Afinal, “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;quem procura alguém, deve sempre ir em busca dessa pessoa, mas quando procuramos a nós mesmos, não vamos a lugar algum”&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cora voltara para seu quarto nos domínios de Hades, quando ouviu Mesfistófeles se aproximando.&lt;br /&gt;- Gostaria de ficar com meus pensamentos, Mefis. – ela disse.&lt;br /&gt;- Perdão, milady. Mas há algo que achei que gostaria de ver.&lt;br /&gt;Ela virou-se. O anjo de estranhas asas negras estendeu a mão e mostrou-lhe uma curiosa peça. Era um palácio em miniatura. Era ao mesmo tempo lindo e estranho. Parecia feito de vidro verde.&lt;br /&gt;- Bonito. – ela disse, sem interesse. – Mas não vejo por que...&lt;br /&gt;- Desculpe-me, alteza. Talvez fosse melhor olhar mais de perto.&lt;br /&gt;Ela aproximou-se ainda mais e percebeu que a peça era de uma qualidade excepcional de detalhes. Havia algo de mágico nela, como se realmente fosse um palácio diminuto. Então viu uma pequena luz e, ao olhar com mais cuidado, espantou-se ao perceber, lá dentro, numa espécie de sala com livros ainda mais minúsculos e detalhados, um pequeno homenzinho vestido com uma roupa engraçada e um jovem rapaz. Estavam conversando entre si.&lt;br /&gt;- Eu encontrei isso entre um dos recém chegados às Profundezas Pós-Vida de nosso amo Hades. Ele me chamou atenção e vi a peça caindo de suas mãos.&lt;br /&gt;Cora tentou conter seu entusiasmo.&lt;br /&gt;- Ele balbuciava algo sobre corvos e escrivaninhas e suas vestes o assemelhavam muito a um antigo chapeleiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SO4LyKd-Hws&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SO4LyKd-Hws&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-1709840681877191779?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/1709840681877191779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=1709840681877191779' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/1709840681877191779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/1709840681877191779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2009/05/o-mundo-de-oz-tomo-ii-delirium-cap-2.html' title='O Mundo de Oz - Tomo II: Delirium - Cap. 2'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-6653939623075381224</id><published>2009-04-10T19:05:00.003-03:00</published><updated>2009-04-10T19:30:05.034-03:00</updated><title type='text'>O Mundo de Oz - Tomo II: Delirium - Cap. 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.delirium&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;Cápitulo 1: Erased&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva teimava em cair, quando o pobre rapaz entrou pela porta com ar deprimido e com enorme vontade de cair em lágrimas. Trancou-se no quarto e olhou-se no espelho. Estava com raiva de si mesmo. Olhou pela janela. A chuva. A vida. Sentiu vontade de morrer, mas não tinha coragem suficiente para isso. Fez o que sabia fazer, caminhou até o fundo do quarto e sentou-se numa cadeira. Ficou lá, parado, olhando tudo que o cercava, como já havia feito antes, no futuro. O tempo passou, a noite podia ser vista caindo pela janela, junto com a incessante chuva. O rapaz ficou lá, olhando para tudo à sua volta, até que conseguisse olhar para dentro de si mesmo. Não suportou, morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma túnica negra usada por formas femininas caminhava pelas areias escurecidas das Trevas. Parecia procurar por algo. Passou por entre as cruzes e apanhou uma foice que estava jogada no chão. Sentou-se num dos túmulos e esperou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem com roupas quadriculadas em preto e branco e maquiagem de palhaço andava de modo apressado pelo salão, resmungando, indo até às prateleiras, pegando coisas, resmungando, colocando-as numa espécie de mesa no centro do salão e resmungando. Parou. Havia na mesa: um livro, um medalhão e um bastão com um “ankh” na ponta.&lt;br /&gt;- Vamos, vamos! – resmungou. – Não é por que não existe tempo aqui que você vai me deixar esperando! Venha mestre! Preciso de você! Agora! – parou por um segundo – Ah! Quase me esqueço! – disse, apontando o indicador para cima.&lt;br /&gt;Foi até outra prateleira e pegou uma esfera de vidro. Olhou com ar zombeteiro para as coisas e para a esfera e em seguida a jogou para o alto e a deixou espatifar-se contra a mesa, em muitos cacos de vidro.&lt;br /&gt;- Ah, agora sim! Ah, se ela pudesse me ver agora! Hi hi! – disse, batendo palmas.&lt;br /&gt;De repente, os cacos de vidro começaram a brilhar e juntaram-se no ar da mesma forma como se espalharam, como se um filme estivesse sendo rodado ao contrário. Ao juntar todos os cacos, a esfera reconstituída brilhou como nunca. O homem com maquiagem de palhaço e roupa quadriculada dava pulinhos de alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz acordou. Sentiu frio. Estava deitado num chão de terra com as mãos sobre o peito. Levantou-se. Era um cemitério em meio à neblina e a escuridão, rompida somente pela enorme lua no céu. Viu a silhueta de uma garota com uma túnica e uma foice. Teve medo.&lt;br /&gt;- M-morte? – gaguejou.&lt;br /&gt;Ela virou-se. Era Cora, a companheira de Hades, o senhor das Trevas e dos mortos. Ela riu.&lt;br /&gt;- Haha. Não, bobo! Sou eu! Ah, você não me reconhece, não é? Tudo bem... Não temos muito tempo e eu nem deveria estar aqui, mas preciso lhe dizer algo antes que você seja levado.&lt;br /&gt;- Eu, eu... Levado por quem? Eu morri?&lt;br /&gt;- Pela terceira vez. Nos conhecemos desde a primeira. Agora escute...&lt;br /&gt;Ouviram um grunhido e avistaram um enorme pássaro negro se aproximando.&lt;br /&gt;- Droga! O Corvo! Agora escute...&lt;br /&gt;Mas antes que o rapaz pudesse por as idéias em ordem para ouvir o que Cora tinha a dizer, o enorme corpo o pegou com suas finas patas e o suspendeu no ar.&lt;br /&gt;- Lembre-se: nada é o que parecer ser, mas ao mesmo tempo é! Quando vir um espelho... – gritou Cora lá debaixo, mas o rapaz já estava longe e extremamente assustado.&lt;br /&gt;- Me... Me põe no chão! – gritou em desespero.&lt;br /&gt;Para seu espanto, pode ouvir a resposta da ave:&lt;br /&gt;- Quando chegar ao Poço, eu o soltarei, Oz.&lt;br /&gt;- O quê? Um corvo gigante que fala? Que sonho maluco é esse?&lt;br /&gt;- Você morreu. Não morreu? É para cá que vem toda vez que morre e para cada vez há uma instrução dada por você mesmo. Eu estou encarregado da terceira.&lt;br /&gt;- O quê? Peraí? – tentou pensar o rapaz. – Eu mesmo criei essas situações malucas para cada vez que eu morresse? Que absurdo! Porque não me lembro de nada disso... E até onde sei, só se morre uma vez!&lt;br /&gt;- Você não se lembra porque escolheu não lembrar. Seu passado e futuro são apagados toda vez que passa para esse lado. Só existe o presente! E quanto a morrer várias vezes? Creio que muitos escritores têm boas idéias quanto a isso! Eu pessoalmente gosto da idéia tralfamadoriana.&lt;br /&gt;- O quê? Hein? Eu...&lt;br /&gt;- Tempo esgotado, Oz. Lá está o Poço.&lt;br /&gt;O rapaz deu uma olhada corajosa para baixo e viu um enorme e aparentemente bem fundo fosso no solo.&lt;br /&gt;- Meu nome não é...&lt;br /&gt;- Mande um “oi” para Ela por mim, ok? – disse o Corvo, já largando o rapaz para despencar dos céus e cair direto dentro do escuro poço.&lt;br /&gt;O rapaz caiu e caiu no breu, até perder os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertou. Estava de volta à cadeira em seu quarto. A chuva havia cessado. Uma luz forte de um sol brilhante e cinematográfico teimava em invadir seu ambiente lúgubre e deprimente. Havia uma garota loira vestindo um longo vestido branco à sua frente. Ele levantou-se.&lt;br /&gt;- Aqui estamos nós de novo. – disse ela e em seguida caminhou para a porta. – Hora de brincar.&lt;br /&gt;Abriu a porta, saiu e a fechou. Antes de tentar entender o que uma garota estava fazendo em seu quarto depois de um sonho estranho, ele foi até a porta e a abriu. Tinha fadas usando botas, porcos e robôs fazendo uma pequena festa na sala. Estavam dançando ao som da música que saía do aparelho de som. Uma das fadas se aproximou.&lt;br /&gt;- Sabe o que eu gosto nessas festas? – ela disse – É que podemos curti-las como se não houvesse passado ou futuro. Tudo apagado de nossas vidas. Só existe o presente!&lt;br /&gt;O rapaz parecia bem perdido. A fada pareceu não entender a perplexidade dele, mas então deu um sorriso, como alguém que se lembra de algo.&lt;br /&gt;- Você é o Oz, não é?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xjQtMioX6z4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xjQtMioX6z4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-6653939623075381224?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/6653939623075381224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=6653939623075381224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/6653939623075381224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/6653939623075381224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2009/04/o-mundo-de-oz-tomo-ii-delirium-cap-1.html' title='O Mundo de Oz - Tomo II: Delirium - Cap. 1'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-8118258326186732474</id><published>2009-02-06T10:18:00.002-02:00</published><updated>2009-02-06T10:38:27.295-02:00</updated><title type='text'>O Mundo de Oz - Tomo I: Dead Poet - Cap. 3</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;O POETA MORTO&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cápítulo 3 - Triumph Of Death&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma gata preta parecia majestosa sentada ao lado do enorme trono de mármore negro, envolto numa espécie de névoa sombria. Sentado no trono, acariciando sua gata, estava Hades, o senhor do submundo, do mundo dos mortos, das Trevas. Cora entrou no salão acompanhado de Mifistófeles, o anjo da morte pessoal de Hades.&lt;br /&gt;- Olá, Ad. - disse a pequena suicida, agarrando-se ainda mais à sua boneca de pano.&lt;br /&gt;- Bem-vinda de volta, Cora. - respondeu o senhor da escuridão, numa voz soturna e grave como só Hades teria. - Senti sua falta.&lt;br /&gt;- E como sempre, foi me buscar com sua escuridão. Me sequestrar da vida, como sempre faz!&lt;br /&gt;- É a nossa sina, querida. Desde quando você ainda era Perséfone! Desde muito antes de seu pequeno mago ser apenas uma idéia.&lt;br /&gt;Cora percebeu um sentimento quase humano no senhor das Trevas.&lt;br /&gt;- Ou acha que não sei que você estava tentando ajudar o pobre falecido? - completou Hades.&lt;br /&gt;- Foi uma coincidência, querido. Ele apareceu lá, perdido. É o primeiro ainda. - ela se explicou.&lt;br /&gt;- E outros virão. E passarão por aqui, como todos os semi-mortos. Espero que você respeite o amor que tenho por você.&lt;br /&gt;- Querido, você está dando mais crédito para ele do que ele realmente tem! Aliás, se você disse que todos eles passarão por aqui e eu sei que esse provavelmente é o motivo pelo qual o encontrei sob sua sepultura, porque ele está no Inferno?&lt;br /&gt;Hades pôs a gata no colo e a acariciou. Ficou ainda mais sério.&lt;br /&gt;- Porque o demônio chegou lá primeiro, antes de Mefistófeles. Porque seu tio, o anjo caído, ainda acha que tem tanta importância quanto seu Pai para me desrespeitar. E isso com certeza trará intervenção da Terceira. Mas até lá, eu já tenho meus planos.&lt;br /&gt;E olhou para os olhos da gata e a soltou no chão. A gata preta como as Trevas saiu em disparada e sumiu na escuridão das sombras do salão.&lt;br /&gt;- Usar a May não lhe trará mais atrito com a Estrela-da-manhã? - perguntou Cora.&lt;br /&gt;- Lúcifer escolheu seu caminho. - virou-se para o anjo sombrio atrás de Cora - Mefis, vá com Mayhem!&lt;br /&gt;- Sim, senhor. - respondeu o anjo da morte, voando logo em seguida e desaparecendo em outra sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damien divertia-se em seus aposentos com as almas de duas garotas e um rapaz, além de sua preferida com cabeça de gato. Mordenkai estava sentado no saguão, à espera do que já sabia que viria e levantou-se de súbito. Sabia que já era a hora. Lá em cima, o filho do acusador tentava atingir o êxtase e nem percebeu a gata preta sentada em frente à cama, observando tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz a quem chamavam de Oz continuava inebriado com os deleites de Isabel, aquela que já foi chamada de vampira, que o excitava e preparava-se para lhe dar prazer e extinção. Ele estava totalmente perdido, não sabia quem era e o que estava fazendo ali. Toda aquela história parecia muito confusa e uma sensação ruim anti-divina tomou sua mente, mas sabia que não conseguia controlar sua mente sem antes sair daquele transe. Estava completamente hipnotizado pela beleza de Isabel e pelo cheiro de sexo que permeava o ambiente. Sentia certa culpa, não sabia porque, mas também não conseguia abrir mão daquilo. Nem o apreço dela por sangue parecia incomodá-lo. Então, ela se deitou sobre ele. Ele explorou todo seu corpo com os olhos e as pontas dos dedos. Sentiu seus seios e então viu que apenas uma coisa a vestia: uma espécie de colar. Era uma espécie de crucifixo com um círculo. Uma cruz cóptica. Era um ankh.&lt;br /&gt;- O... O que... O que é isso? - perguntou com dificuldade.&lt;br /&gt;- Um símbolo de vida eterna. - respondeu ela. - Para que eu sempre continue jovem, apesar de minha idade.&lt;br /&gt;Ela o acariciou entre as pernas e mostrou seus dentes de morcego.&lt;br /&gt;Ele foi impelido não se sabe porque a pegar o colar com uma das mãos. Sentiu algo ao tocá-lo.&lt;br /&gt;- Não. - respondeu, para espanto dela. - Não é um símbolo de vida eterna. É um símbolo da vida e de seu ciclo. Um símbolo de ressureição dos mortos.&lt;br /&gt;E então ele se lembrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mefistófeles pousou em frente a Mordenkai e ambos ficaram um tempo em silêncio, que foi quebrado pelo demônio.&lt;br /&gt;- Você sabe que não termina aqui, anjo.&lt;br /&gt;- Nunca termina, demônio. - respondeu o anjo da morte.&lt;br /&gt;O demônio retirou de suas vestes um pequeno amuleto alaranjado e ornamentado com víboras e uma cabeça de dragão escarlate.&lt;br /&gt;- Não sei se conseguirá fugir dele usando a herança que seu irmão deixou. E sabe que ele poderá parar em mãos erradas. - disse Mefistófeles.&lt;br /&gt;- Ele não é o Criador. Vai ter trabalho em me achar. E quanto ao medalhão, ele estará com um de meus servos terrestres, até que Agat viva novamente. É o ciclo.&lt;br /&gt;- É, é o ciclo eterno.&lt;br /&gt;Então um forte e vermelho brilho surgiu do medalhão e quase cegou o anjo, fazendo desaparer o demônio. Mefitófeles limitou-se ao presente.&lt;br /&gt;- Bom, onde está Mayhem pra levarmos a alma do pequeno Oz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damien sentiu o deslocamento de Mordenkai e isso interrompeu seu ato de luxúria. A mulher nua com cabeça de gato também sentiu uma presença e virou-se para o pé da cama. Viu Mayhem, a gata preta de Hades. Seus olhos ardiam. Bastet, a mulher-gato, sabia o que tinha que fazer. Ela mudou sua expressão para a de uma gata mais do que arisca e armou suas enormes unhas para um golpe nada amistoso. Damien percebeu que algo estava errado, mas não teve tempo de reagir, antes de Bastet cravar suas unhas enormes em suas partes íntimas, fazendo jorrar sangue para todo lado e tirando do filho de Lúcifer um grito de dor misturado a êxtase que fez tremer aquele peadaço do Inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isabel foi jogada para trás pelo rapaz falecido, que ficou com seu ankh nas mãos e enquanto sua mente se recolocava no lugar e lhe trazia a memória de quem ele era. De repente, a cruz cóptica incinerou-se em suas mãos e o próprio rapaz começou a queimar até virar apenas fogo. Queimou, gritou e acordou. Estava num quarto simples de uma casa que seus pais haviam alugado. Acordou se súbito, como quem recupera o ar. Olhou em volta, viu alguns brinquedos velhos, e um estranho homem de cabelos compridos de pé no canto do quarto, bem mal iluminado pela pouca luz da lua que entrava pela janela. Ele dava pequenos risinhos sinistros.&lt;br /&gt;- Ainda pego você, mago. - ouviu ele dizer.&lt;br /&gt;Tentou se mexer, mas parecia preso, imobilizado. Sentiu algo lhe puxando para trás, para muito além da cama. Tudo ficou escuro novamente. Sentiu frio. Sentiu-se como uma brisa. Não tinha corpo. Era mais como uma consciência, vagando pelo ar. Mas de alguma forma, viu o anjo da morte apresentando-se a Hades e Cora, que agora estava abraçada ao enorme, velho e sinistro senhor das Trevas. Mayhem, a gata preta, também estava lá. Mefistófeles parecia trazer algo em suas mãos, uma espécie de recipiente. Abriu. Havia cinzas dentro.&lt;br /&gt;- Sei que está aqui, Oz. - disse Hades para o nada. - Sei que sua consciência está aqui. Você me deve essa, e cobrarei-lhe quando for a hora de encontrar-se com o Escuro novamente. Seu pássaro já está vindo. Essa sua primeira morte foi rápida, mas suficiente para estabelecer certos vínculos. Espero que possamos nos falar mais da próxima vez.&lt;br /&gt;- Será em breve. - sussurou o vento.&lt;br /&gt;- Eu sei. Cora ainda estará aqui. - Hades olhou para seu amor suicida, que parecia um pouco chateada com tudo aquilo. - Darei a você um livro da próxima vez. Mas por hora, tudo que posso dizer é boa sorte com o que está por vir.&lt;br /&gt;- O que pode ser pior que o Inferno? - sussurrou novamente o vento. Hades riu.&lt;br /&gt;- O que mais, senão a loucura, pequeno mago? A Ilusão pode ser bem mais desesperadora que uma eternidade no Inferno ou nas Trevas.&lt;br /&gt;- Então farei os alicerces de meu Mundo nela. - sussurrou a consciência.&lt;br /&gt;O som de poderosas asas foi ouvido e por uma das janelas do salão sombrio, entrou uma enorme ave de tons dourados e roxeados. Ela pegou o recipiente das mãos do anjo da morte e levou consigo. Oz sentiu sua consciência ser levada junto.&lt;br /&gt;- Leve-o, Benu. - disse para si mesmo Cora, com olhar triste. - Leve-o para que ele possa voltar.&lt;br /&gt;Assim, a ave levou as cinzas e a consciência daquele a quem chamavam de Oz para o alto de uma montanha estreita como um obelisco. Lá em cima, uma pira parecia ter cido feita. Benu depositou ali as cinzas e a consciência do mago falecido e transformou-se em chamas. O rapaz sentiu não só o calor, como também uma espécie de transfiguração, como se sua alma estivesse sendo revigorada. Como se estivesse renascendo. Abriu os olhos devagar em meio as cinzas e foi saindo de si mesmo, até acordar por completo. Estava num quarto simples de solteiro, na parte de cima de um beliche. Levantou-se sem olhar para nada mais, sem preceber nada mais. O mundo à sua volta ainda estava borrado. Caminhou até à janela e olhou para fora. Estava num prédio de apartamentos. Era dia. Chovia lá fora.&lt;br /&gt;- Ótimo dia para renascer. - disse.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/a0w7xqylk-4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/a0w7xqylk-4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fim do Tomo I.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Continua no Tomo II: "Delirium"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-8118258326186732474?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/8118258326186732474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=8118258326186732474' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8118258326186732474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8118258326186732474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2009/02/o-mundo-de-oz-tomo-i-dead-poet-cap-3.html' title='O Mundo de Oz - Tomo I: Dead Poet - Cap. 3'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-2628414042162193366</id><published>2008-12-11T20:12:00.003-02:00</published><updated>2008-12-11T20:51:08.267-02:00</updated><title type='text'>O Mundo de Oz - Tomo I: Dead Poet - Cap. 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;O POETA MORTO&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cápitulo 2 – Blood, Fire and Death&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cheiro de sexo insistia em sufocar seus pulmões, mas ele tentava se concentrar no que Damien estava lhe dizendo enquanto se sentavam num dos estranhos sofás da enorme sala onde se encontravam agora. Haviam caminhado pouco desde aquela sala cheia de corpos se unindo, até essa espécie de sala de visitas, ricamente decorada e planejada para encher os olhos, não fossem as paredes feitas de carne, ossos e sabe-se lá o que mais.&lt;br /&gt;- Pedi para que Mordenkai lhe trouxesse aqui, meu amigo morto – disse o filho do anjo caído – porque sei que deve estar perdido e quero ajudar-lhe.&lt;br /&gt;Cora riu com sarcasmo.&lt;br /&gt;- Ajudar? E você ajuda alguém além de si mesmo, primo? Abra o jogo logo de uma vez!&lt;br /&gt;A mulher nua com cabeça de gato começou a lamber as partes internas da perna de Damien e correu suas mãos para baixo do roupão, começando a fazer leves movimentos no que parecia ser seu membro sexual, quando um severo olhar do anfitrião lhe fez parar e deitar-se no chão, como um gato entediado.&lt;br /&gt;- Depois, Bas. Nossos convidados não estão à vontade. O que é uma pena... Enfim, querida prima. Nosso amigo Oz me ajudou muito enviando Mordenkai depois de seu confronto consigo mesmo nas terras escuras para me auxiliar, como forma de agradecimento pela ajuda que lhe dei nos seus 10 Dias de Agonia.&lt;br /&gt;- Por isso mesmo, você nada deve a ele. Algo me diz que tem dedo do seu pai nisso!&lt;br /&gt;Damien olhou descontente para Mordenakai.&lt;br /&gt;- Por que a trouxe junto?&lt;br /&gt;- Hades pediu.&lt;br /&gt;- Meu tio tem Mefistófeles para buscar suas almas! Ora! – virou-se com calma para os convidados – Você sabe que nosso Rei quer que ele continue morto. E cada vez que ele morrer, incluindo essa primeira vez, ele tentará prendê-lo aqui. Quem melhor do que eu para fazer isso?&lt;br /&gt;- Me prender aqui? No Inferno? Pela eternidade? – assustou-se o visitante.&lt;br /&gt;- Não é tão ruim. Você pode ter uma vida bem prazerosa aqui.&lt;br /&gt;Como se combinado, entrou pela porta uma garota de aparência bem jovem, mas com belas curvas corporais, vestindo uma insinuante roupa preta e vermelha. Ela tinha cabelos escurecidos mas não totalmente pretos e olhos de serpente.&lt;br /&gt;Cora tentou fazer alguma coisa, mas foi impedida por Mordenkai, que a cobriu com seu manto e ambos viraram pó. O rapaz se assustou, mas antes disso a jovem entregou-se a ele e o beijou libidinosamente.&lt;br /&gt;- Isabel é grande fã sua e de seu espírito jovem e regenerativo, desde os tempos em que ainda era condessa. – exclamou Damien.&lt;br /&gt;Sentiu gosto de sangue no beijo. Fogo. Seu corpo queimou por dentro e ficou dividido sobre interromper aquele ato ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lugar era frio, escuro e vazio. Numa planície rochosa Mefistófeles, o anjo de asas negras, avistava o lugar inóspito, quando uma brisa o rodiou e concentrou-se num canto úmido, levantou poeira e tomou a forma de Mordenaki e Cora. Ela olhou para cima e viu o céu como se fosse um teto rochoso cheio de raízes e cavernas. Reconheceu o lugar. Morte. Estava nas terras escuras e sombrias dos mortos.&lt;br /&gt;- Seja bem-vinda de volta, princesa. – proferiu o anjo negro.&lt;br /&gt;- Olá, Mefis. Onde ele está?&lt;br /&gt;- Cuidando de negócios.&lt;br /&gt;Apontou lá para baixo, para uma caverna.&lt;br /&gt;- Está lá, a espera de seu novo amigo, o morto. O lado sombrio da alma do rapaz, o Escuro, é o que ele é hoje. Engraçado. Não foi ali perto, nas montanhas, que ele enfrentou a si mesmo e o poupou, Mordenkai? – terminou, interrogando o demônio.&lt;br /&gt;- Quem é você para me interrogar, anjo? Um desses pastores? Sim, foi ali mesmo que ele enfrentou a si mesmo, próximo de onde prometi a Agat que o destruiria.&lt;br /&gt;- Seu irmão deve ter ficado decepcionado com sua primeira tentativa e seu primeiro fracasso.&lt;br /&gt;- Como você mesmo disse, foi só a primeira tentativa. Outras virão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tentava não se deixar seduzir por Isabel, mas não conseguia. Sabia que uma parte dele queria aquilo. Queria aquela mulher com rosto de garota. O ar de sexo e desejo já não estava mais somente ao seu redor, mas também dentro dele. Enquanto Isabel o levava para seu quarto, nem deu muita atenção para a enorme mulher que ia em outra direção, para outro quarto, com uma gaiola com uma garota dentro.&lt;br /&gt;- Se divertindo, Tizuka? – brincou Isabel.&lt;br /&gt;- Você tem seu brinquedo, eu tenho minha princesa. – respondeu a quase gigante mulher. E entrou para seu quarto, levando consigo sua prisioneira de olhos tão adormecidos quanto do morto visitante.&lt;br /&gt;Lá embaixo, Damien sorria pelo seu aparente sucesso, quando Mordenkai novamente se materializou diante dele.&lt;br /&gt;- Conseguimos, mestre.&lt;br /&gt;- Eu consegui, demônio. Não sei onde Oz estava com a cabeça quando lhe enviou a mim. Será que ele não saberia do risco que correria por causa da amnésia post mortem que sempre o acomete durante a passagem?&lt;br /&gt;- Talvez ele tenha planejado tudo isso.&lt;br /&gt;- Claro. Oz é só a criatura, não o criador. E como ele mesmo se criou, sabe que tem que morrer para renascer, para ficar livre de si mesmo.&lt;br /&gt;- Um pouco confuso, eu diria. Ainda mais num mundo como o nosso, onde tempo, espaço e imaginação não têm limites... – questionou Mordenkai.&lt;br /&gt;- É sempre a mesma história, demônio. – disse o filho de Lúcifer olhando para a escada pela qual o morto subiu – Começa pelo meio, ele morre, tem personagens estranhos e música cult. É o ciclo!&lt;br /&gt;No quarto, o entorpecido e hipnotizado rapaz se assustou apenas com o chão molhado. Parecia sangue. Muito sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="360"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0ZYa5-LWAYQ&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0ZYa5-LWAYQ&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-2628414042162193366?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/2628414042162193366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=2628414042162193366' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/2628414042162193366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/2628414042162193366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/12/o-mundo-de-oz-tomo-i-dead-poet-cap-2.html' title='O Mundo de Oz - Tomo I: Dead Poet - Cap. 2'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-9014899163419735929</id><published>2008-10-07T12:09:00.003-03:00</published><updated>2008-10-07T12:36:30.938-03:00</updated><title type='text'>O Mundo de Oz - Tomo I: "Dead Poet"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O POETA MORTO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;Cápitulo 1 - Welcome To Hell&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O frio cortava-lhe as espinha em dois, mas não podia sentir. Pensava que sentia, mas não sentia. Era apenas como se o vento lhe apertasse nas costas, e ele achava que era frio, mas não podia dar certeza de que era. Afinal, lá estavam eles, Cora e ele, mortos. Vislumbrando um cemitério coberto pela neblina e dez túmulos alinhados no chão.&lt;br /&gt;Ouviu passos. Então, do meio da névoa, surgiu um homem magro, sem cabelos, com uma estranha roupa vermelha e sombria, de aparência bem velha, com uma espécie de cedro na mão.&lt;br /&gt;-    Aqui está você! - exclamou o desconhecido.&lt;br /&gt;-    Quem é você? - perguntou.&lt;br /&gt;Cora não estava mais sorrindo. Agarrou-se em sua boneca de pano.&lt;br /&gt;- Mordenkai, ora. O demônio, quem mais poderia ser?&lt;br /&gt;Fez uma cara de espanto e teve um pouco de medo.&lt;br /&gt;-    Ele é o primeiro, Mordenaki. Ainda não sabe sobre você, nem nada.&lt;br /&gt;-    Ah, claro! Tinha esquecido. Essa coisa de atemporal confunde minha cabeça às vezes. - e riu.&lt;br /&gt;-    Sei. Mandaram vir buscá-lo?&lt;br /&gt;-    Ele sente sua falta, sabia? - disse o demônio.&lt;br /&gt;-    Eu sei. - disse Cora, não muito feliz. - Por isso voltei.&lt;br /&gt;-    Não muito animada.&lt;br /&gt;-    Nunca volto para cá "animada". É um pré-requisito para chegar até aqui. Mas você não está aqui por minha causa.&lt;br /&gt;-    Oh, sim, claro. O rapaz. - virou-se para ele. - Seu caminho o espera.&lt;br /&gt;-    Hein? - indagou o rapaz.&lt;br /&gt;-    Às vezes me esqueço de como ele parece não captar as coisas, apesar de não ser bem isso. E fale direito com o rapaz, demônio. Você sabe quem ele é! - bronqueou Cora.&lt;br /&gt;-    Certo, certo! - virou-se para ele em reverência, quase dobrando os joelhos. - Sua presença é requisitada, milorde. Sua Saga, seu Mundo, o aguarda.&lt;br /&gt;-    Milorde? Meu Mundo? Eu não...&lt;br /&gt;-    Diga-me. Lembra de quem é, de onde veio, como morreu? - perguntou-lhe Cora.&lt;br /&gt;-    Não, não consigo me lembrar. - disse, depois de pensar um pouco.&lt;br /&gt;-    Então vamos. Confie em mim. Logo tudo será esclarecido.&lt;br /&gt;Ele a olhou nos olhos dela e os viu quase translúcidos. Teve medo. Muito medo. Ele não conseguia ver, mas sabia do que tinha medo. Mordenkai não viu aquilo com bons olhos.&lt;br /&gt;-    Ele não vai gostar nada disso. Mas enfim...&lt;br /&gt;O demônio virou as costas para eles e caminhou até o centro dos dez túmulos alinhados, no meio da enorme estrela desenhada com grama morta. Eles o acompanharam e quando já estavam ao lado daquele homem estranho, o rapaz perguntou:&lt;br /&gt;-    Para onde vamos?&lt;br /&gt;-    Ora, Oz. - disse o demônio, de forma serena. - Para o Inferno. De onde mais poderia vir um demônio?&lt;br /&gt;E fez um gesto com as mãos. Os olhos de Mordenkai pegaram fogo instantaneamente e tudo ficou mais turvo e indefinido. O rapaz sentiu uma angústia sem fim e sua alma queimando. O chão se abriu e os devorou. Tudo ficou escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu suspiros inteligíveis e em seguida gritos, muitos gritos. Havia algo lhe queimando por dentro, mas não sentia nem frio, nem calor. A escuridão foi dispersando e um cenário desértico e desolado foi sendo revelado. Aos poucos foi percebendo que os gritos que ouvia era gritos de dor misturados a gritos de prazer sexual. Sabia que havia um cheiro forte e ruim que ficava impregnado nas narinas, mas não podia senti-lo. Olhou para trás e viu um enorme portão que parecia ter sido feito a milhares de anos. Era composto de pedras, lâminas, ossos, sangue e espíritos desesperados. Era uma das entradas do Inferno. Mordenkai os puxou para caminhar e assim seguiram caminho. Pareciam andar por uma eternidade, um tempo interminável, por uma estrada rochosa e vermelha, com bichos estranhos que os olhavam por tocas escuras na beira da estrada.&lt;br /&gt;-    Que bichos são esses? - perguntou.&lt;br /&gt;-    Não são bichos. São almas. Condenadas a ficar espreitando o caminho dos outros. - disse Cora.&lt;br /&gt;Ao longe, ele podia ver uma luz de batalha, como se houvesse uma guerra naquelas terras. E ainda os gritos o seguindo. A interminável caminhada havia chegado ao fim. Estavam diante de um enorme e incompreensível palácio. Olhou para trás e viu o enorme portão a apenas alguns metros. Entendeu, mas guardou para si.&lt;br /&gt;Ao entrar no palácio, um ar de luxúria preencheu seus pulmões. O interior era todo vermelho e preto, com uma luz suave que ele não sabia de onde vinha. Havia muita gente ali dentro. Homens, mulheres e seres estranhos que ele julgou serem demônios. Estavam todos no meio de um ato sexual interminável, numa massa que parecia se mover como uma coisa só. Percebeu que os gritos de dor e prazer vinhas das mesmas bocas. Tudo se misturava a uma música pesada, com batida repetitiva e quase indecifrável.&lt;br /&gt;-    Desculpe-me por isso. Ele não sabe fazer outra coisa. - disse Cora, de cabeça baixa.&lt;br /&gt;-    Estamos aqui, senhor! - gritou Mordenkai.&lt;br /&gt;-    Ele quem? - perguntou o rapaz, que tentava ficar a salvo da excitação que rondava o ar.&lt;br /&gt;De repente, surgiu de dentro daquela massa, um homem com um roupão vermelho e preto. Era alto, bonito, de origem difícil de decifrar. Tinha um certo charme e trazia nos olhos aquela luz de riquinhos arrogantes. Estava acompanhado por uma mulher, nua, com cabeça de gato.&lt;br /&gt;-    Ora, vejam quem está aqui! - exclamou o homem, estendendo a mão ao rapaz. - Meu velho e bom amigo Oz!&lt;br /&gt;-    Ele não se lembra, milorde... - disse o demônio.&lt;br /&gt;- É, eu sei. Mas logo se lembrará. É apenas um trauma da primeira morte. Com o tempo tudo se esclarecerá dentro de sua cabeça. - cumprimentou o rapaz. - Eu sou Damien, o filho de Lúcifer. Bem-vindo ao Inferno. Quer beber alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mE--ehEUg5I&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mE--ehEUg5I&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="320"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-9014899163419735929?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/9014899163419735929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=9014899163419735929' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/9014899163419735929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/9014899163419735929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/10/o-mundo-de-oz-tomo-i-dead-poet.html' title='O Mundo de Oz - Tomo I: &quot;Dead Poet&quot;'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-3542053043208094911</id><published>2008-10-01T02:01:00.006-03:00</published><updated>2008-10-01T02:39:25.018-03:00</updated><title type='text'>O Mundo de Oz - Interlúdio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cora lhe puxou em meio a névoa e o fez subir numa espécie de túmulo maior do cemitério. Parou lá em cima e pediu para que ele olhasse para baixo.&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Shiu! Olhe, apenas olhe. Tente ver por debaixo da nebilna.&lt;br /&gt;Olhou atentamente e tentou ver algo debaixo daquela grossa camada de fumaça fria e sombria. Por um breve período não conseguiu ver nada, mas como a neblina se mexia com a brisa, aos poucos foi-se revelando ali um túmulo e depois mais outro. Percebeu que esles pareciam estar configurados de alguma forma ali. Esperou. Afinal, se realmente estava morto, de que importava o tempo? Mortos podem esperar décadas inteiras imóveis, olhando para o horizonte. Mas tentou não dispersar o pensamento, pois agora queria saber o que tinha ali. Foi então, num breve momento que pareceu eterno, quando a névoa se dispersou um pouco mais, que pode contemplar os túmulos. Eram dez. E estavam num formato quase circular, ligados por traços no chão que arriscavam desenhar uma estrela de dez pontas. Nas extremidades, os dez túmulos em círculo. E entre eles, o seu, aquele em cima do qual ele estava quando acordou.&lt;br /&gt;Intrigado, esperou mais um pouco e pode ver de relance o nome "Oz" em todos eles. Como a garota havia lhe chamado por esse nome, assustou-se.&lt;br /&gt;- Eu... São meus parentes ou algo assim? Ou eu já morri dez vezes? - resmungou, com uma dose de humor questionável.&lt;br /&gt;Ela riu.&lt;br /&gt;- Não! Essa é a primeira vez! Mas outras nove virão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-3542053043208094911?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/3542053043208094911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=3542053043208094911' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/3542053043208094911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/3542053043208094911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/10/o-mundo-de-oz-interldio.html' title='O Mundo de Oz - Interlúdio'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-3838857639754860775</id><published>2008-08-01T11:49:00.004-03:00</published><updated>2008-08-02T05:11:46.568-03:00</updated><title type='text'>O Mundo de Oz - Prelúdio</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oh, tão ediondo Mestre dos Sonhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que me faz sonhar em forma de poema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu, que nada tenho de poeta - ou tenho?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oh, sim. Tenho deles o eterno devaneio,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O modo romântico de ver o mundo e a melancolia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Essa sim - a melancolia - poética e inútil!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meu coração, pesado, relutou em continuar a bater&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tamanha angústia por nada - pelo quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por uma vida besta e atormentada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anjos e demônios lutam dentro de minha cabeça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como se houvesse alguma coisa valiosa dentro dela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E tudo o que me resta é tristeza!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já não aguento, nem posso mais viver assim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E talvez isso me assemelhe a um poeta...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois serei um poeta morto, oh sim!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Me entregarei à morte, mergulharei no escuro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E contra a tudo que é "certo", partirei para as Trevas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morto e morte, seguindo a lua congelante no céu...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu os olhos. Uma enorme lua branca e sinistra iluminava tudo à sua volta com um tom azulado e sombrio. Sentiu frio, muito frio. Estava no chão. Sentiu a terra e a grama ao se apoiar para levantar-se. Então, percebu que estava num cemitério e uma pesada nebilna caía com a noite. Em questão de segundos, só pode ver o que estava bem próximo e a esfera da lua se mostrava sem contornos por detrás da névoa, mas ainda assim iluminava como um sol pálido.&lt;br /&gt;- Ah, eu adoro essa neblinas. - disse uma voz feminina - Nos faz caminhar sem saber o que há no próximo passo.&lt;br /&gt;Fez um esforço e conseguiu enxergar alguém sentado sobre um túmulo. Deu dois passos e conseguiu vê-la. Era uma garota, branca como gelo, cabelos pretos e lisos até a altura dos ombros, roupa preta, pulsos com enormes cortes abertos e um boneca de pano nos braços.&lt;br /&gt;- Oi, Oz. - ela disse.&lt;br /&gt;- Quem é você? A Morte?&lt;br /&gt;Ela riu.&lt;br /&gt;- Não, quem me dera... - pulou do túmulo e caminhou até ele - Meu nome é Cora. - e estendeu a mão para que ele a cumprimentasse.&lt;br /&gt;- Ah, oi Cora. Do que você me chamou? Meu nome não...&lt;br /&gt;- São só nomes. Primeira vez?&lt;br /&gt;- Hã?&lt;br /&gt;- Primeira vez que você morre?&lt;br /&gt;- Eu não...&lt;br /&gt;Ela apontou para alguma coisa atrás dele. Se virou e percebeu que estava sobre um túmulo no chão e havia uma lápide. Dizia, com caracteres quase inteligíveis: "Oz, tenha paz, nunca descanse..." Começou a se sentir confuso.&lt;br /&gt;- Mas eu não...&lt;br /&gt;- Hum... Normal. Com o tempo você acostuma. Vem! - e puxou ele pelo braço, mergulhando na névoa sinistra.&lt;br /&gt;- O que é? - perguntou ele?&lt;br /&gt;- Você vai saber quando eu te mostrar!&lt;br /&gt;Mas sua inquietude não lhe permitia esperar...&lt;br /&gt;- Me mostre logo! Eu nem sei o que estou fazendo aqui... Isso é um sonho ou o quê?&lt;br /&gt;Ela olhou para ele com um daqueles olhares que ele não entendia.&lt;br /&gt;- É o seu sonho dos sonhos. Nada mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-3838857639754860775?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/3838857639754860775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=3838857639754860775' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/3838857639754860775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/3838857639754860775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/08/saga-do-oz-tomo-i-cpitulo-1.html' title='O Mundo de Oz - Prelúdio'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-2434178842691979748</id><published>2008-07-09T12:03:00.002-03:00</published><updated>2008-07-09T12:16:08.391-03:00</updated><title type='text'>...do Reino dos Sonhos</title><content type='html'>&lt;i&gt;"Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? - Carpe - ouve? - Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas."&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;- (Dead Poets Society)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"One who knows too much eventually goes insane."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- (Delirium)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Quando cai a noite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Ela encapota o mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Em escuridão impenetrável&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Um frio sobe &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; da terra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E contamina o ar &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; De repente... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A vida tem um significado novo"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- ("Dunklheit" - Burzum)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;...e o garoto/homem sonhou a mais sombria, fantástica e conclusiva de suas histórias dentro da caixa de papelão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-2434178842691979748?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/2434178842691979748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=2434178842691979748' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/2434178842691979748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/2434178842691979748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/07/do-reino-dos-sonhos.html' title='...do Reino dos Sonhos'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-4784973515756767195</id><published>2008-06-14T02:09:00.002-03:00</published><updated>2008-06-14T02:34:34.160-03:00</updated><title type='text'>Sonhos de Oz - Fragmento No. 1.138</title><content type='html'>De repente, seu Mundo ficou vazio e tudo que havia era o fundo e as paredes interiores da caixa de papelão. Não deixou de notar o gato branco em pé à sua frente, com as mãos para trás e uma engraçada cartola de gato (por um momento, quis pensar o que era uma "cartola de gato", mas desistiu da idéia).&lt;br /&gt;- Ainda aqui? - perguntou o gato.&lt;br /&gt;- O que... Cadê meu mundo mágico e fantástico? - retrucou o menino.&lt;br /&gt;- Sei lá. Se é seu, porque pergunta pra mim? - respondeu o gato.&lt;br /&gt;- Achei que você soubesse... Tava bom com ele aqui. Sabe, parecia que eu tava sozinho, mas num tava...&lt;br /&gt;- Sei... Uma coisa esquisita para alguém com sua idade, não acha?&lt;br /&gt;- Minha idade? Eu sou uma criança! - bradou o pequenino.&lt;br /&gt;- Não, não é. - disse o gato, ríspido.&lt;br /&gt;- Não?&lt;br /&gt;- Não. E acho que não encontrará seu mundo de novo a menos que entenda isso.&lt;br /&gt;- Hein?&lt;br /&gt;- Ele está lá por um motivo. E não é pra sua diversão, Oz. Não mais.&lt;br /&gt;- E pra que é? - perguntou o menino de pijamas.&lt;br /&gt;- Você sabe. - disse o gato, rindo, abrindo a caixa e derretendo.&lt;br /&gt;A luz entrou e eu acordei. Me levantei com aquele peso característico de quando sabemos que será um dia daqueles...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-4784973515756767195?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/4784973515756767195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=4784973515756767195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/4784973515756767195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/4784973515756767195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/06/sonhos-de-oz-fragmento-no-1138.html' title='Sonhos de Oz - Fragmento No. 1.138'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-8093562513677995706</id><published>2008-06-07T11:40:00.003-03:00</published><updated>2008-06-07T11:52:33.317-03:00</updated><title type='text'>De dentro da caixa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O garoto deixou a Grande Sala de Criação, caminhou pelo Salão de Memórias e desceu as escadas das ilusões. Passou por milhares de seres imaginários que pareciam não se importar com o fato do garoto estar usando pijamas. O Arlequim abriu-lhe as infinitas portas do Palácio e então o menino pôs meio corpo para fora para observar. Abriu uma das tampas da caixa de papelão e olhou em volta. O quarto continuava empoeirado, mal-cheiroso e abandonado. Pela janela viu pequenas gotículas de chuva baterem contra o vidro. Silêncio e caos. Tudo continuava igual. Voltou para dentro da caixa. Acenou para o Arlequim, caminhou de volta para sua sala, pôs os anjos e demônios para cantar e continuou seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-8093562513677995706?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/8093562513677995706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=8093562513677995706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8093562513677995706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8093562513677995706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/06/de-dentro-da-caixa.html' title='De dentro da caixa'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-954560417544863827</id><published>2008-05-21T03:22:00.002-03:00</published><updated>2008-05-21T11:01:04.657-03:00</updated><title type='text'>O Menino da Caixa de Papelão</title><content type='html'>...então o menino entrou na caixa de papelão e fechou a tampa. Quando ele correu até a caixa e a abriu, o menino tinha sumido.&lt;br /&gt;- Só uma maldita caixa de papelão, nada mais - resmungou pra si mesmo.&lt;br /&gt;Acordou.&lt;br /&gt;Estava sentado num ônibus. Olhou a chuva e o movimento da cidade pela janela. Viu ela ali, parada no ponto e correu pra conseguir descer a tempo. Mas ela não estava mais lá. Havia sumido também. Só que desta vez ele não acordou. Sentou-se no ponto, sentia-se cansado. Pegou o grande livro em seu colo, cheio de páginas e mais páginas em branco. Abriu e viu um parágrafo escrito. Admirou a chuva, deixou uma pequena lágrima escorrer pelo canto do olho direito e então se foi. Morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/imrfo-uRjcE&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/imrfo-uRjcE&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-954560417544863827?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/954560417544863827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=954560417544863827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/954560417544863827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/954560417544863827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/05/o-menino-da-caixa-de-papelo.html' title='O Menino da Caixa de Papelão'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-1876829391512572070</id><published>2008-05-08T04:58:00.005-03:00</published><updated>2008-05-08T05:31:25.062-03:00</updated><title type='text'>Como Funciona - Parte 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas pessoas dizem que eu tenho uma certa habilidade ou facilidade de inventar histórias malucas e às vezes me perguntam como faço isso.&lt;br /&gt;Bem... Funciona assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu tenho uma mente dispersa que se prende nas mesmas coisas que eu gostava na adolescência (música, televisão, filmes, etc.) ela muitas vezes acaba me deixando no "mundo da lua". Nessas horas, entretido com futilidades culturais e de entretenimento, algo aparece na minha cabeça. Por exemplo, eu sei lá porque ou como, fui acabar vendo esse clipe do Sisters of Mercy:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qWvOHT0zfXY&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qWvOHT0zfXY&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(assista pelo menos um pedaço, senão vc não vai entender)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo o vídeo, minha mente associou com os filmes do Indiana Jones (talvez por causa da iminência do quarto filme) e eu lembrei dos filmes de aventura que eu assistia na Sessão da Tarde, lá no final dos longínquos anos 80 e então... Plim! Historinha/idéia na cabeça!&lt;br /&gt;Com essa moda de volta dos anos 80, imaginei porque ninguém ainda fez um filme retrô, com um aventura passada nos anos 80? Minha mente já imaginou algo como um herói com seus mullets enfrentando um par de vilões como Andrew Eldritch (o cara do Sisters of Mercy) e sua Lucretia (Patricia Morrison, do clipe), com direito a muita viagem do tipo Aventureiros do Bairro Proibido e trilha sonora totalmente saudosista, pra trintões e quarentões nenhum botarem defeito!&lt;br /&gt;"Cara, que viagem!" :P&lt;br /&gt;Pois é... é bem fácil e comum eu ter esses "insights" (não que eles sejam bons, mas enfim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais! Eu não sossego enquanto não arrumo num nome bem esdrúxulo pra historinha. No caso dessa, ficou algo como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"As Últimas Aventuras de Dylan MacCoy"&lt;/span&gt; (nome péssimo, creio eu, mas enquanto não tem outro melhor).&lt;br /&gt;A partir daí, normalmente eu guardo a historinha numa gaveta dentro da cabeça e ela fica lá, perdida. :P&lt;br /&gt;Às vezes chego a escrever em algum lugar, mas nunca as desenvolvo.&lt;br /&gt;Bem, vamos fazer diferente desta vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na "Parte 2", como essas viagens viram "alguma coisa" e porque eu realmente não posso viver sem música, hehe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-1876829391512572070?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/1876829391512572070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=1876829391512572070' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/1876829391512572070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/1876829391512572070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/05/como-funciona-parte-1.html' title='Como Funciona - Parte 1'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-4614041496481284437</id><published>2008-05-05T12:01:00.003-03:00</published><updated>2008-05-05T12:17:08.627-03:00</updated><title type='text'>?</title><content type='html'>Eu adoro Alice no País das Maravilhas. Não é um conto infantil pra mim. Mas isso não importa agora. Uma das partes que mais gosto é de quando Alice encontra o gato de Cheshire (ou Gato Risonho em algumas traduções). Tanto quanto o diálogo filosófico (gosto dessa palavra, "filosófico"), adoro o fato dele desaparecer quando bem entende, "primeiro pelo rabo, depois o tronco e parte da cabeça, só ficando os olhos e o sorriso".&lt;br /&gt;O bom de desaparecer várias vezes é que você vai ficando bom nisso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha nova paixão musical:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DgvguMwkqtk&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DgvguMwkqtk&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"You can cry a million tears&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; You can wait a million years&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; If you think that time will change your ways&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Don't wait to long"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-4614041496481284437?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/4614041496481284437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=4614041496481284437' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/4614041496481284437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/4614041496481284437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/05/blog-post.html' title='?'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-922312686878013800</id><published>2008-04-28T00:04:00.003-03:00</published><updated>2008-04-28T00:43:16.624-03:00</updated><title type='text'>Trilha Sonora</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu fui!&lt;/span&gt; - agora todas as vezes que vocês virem um post com esse título será eu comentando sobre algum show, peça ou evento que eu fui ver. Como minha grana é pouca e eu não tenho parentes ou amigos que podem arrumar ingressos ou credenciais para mim, então vai ser meio raro disso acontecer. Mas seja um show de garagem ou num estádio, cá estarei eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vitor Araújo&lt;/span&gt; - apesar de não assistir Jô Soares ou o Altas Horas com freqüência, numa dessas eu vi esse garoto de Recife tocando e sendo entrevistado e realmente me interessei. Pra quem acha que eu só tenho heavy metal no sangue, surpresa, eu também tenho ouvido aberto - apesar de meio surdo - para outros estilos musicais. E mesmo sem conhecer nada de Villa-Lobos e nem gostar de Radiohead ou Tom Zé - ha! tem gente que achava que aqui havia um intelectualóide, hein! enganei vcs! - eu fui ver um show do carinha nesse domingo no Auditório do Ibirapuera.&lt;br /&gt;Musicalmente, me senti dentro de um filme e a performance, simpatia e simplicidade do rapaz me fez bater palmas com vontade e sair com gosto de "quero mais". O jeito como ele segurava o microfone e falava com a platéia - como criança diante de um estádio inteiro pela primeira vez - além do jeito de tocar "livre", nada daqueles caras de smoking e tantas rugas quanto prêmios, cheio de pose do tipo "eu Deus, vc súdito" e a sonoridade das músicas me fez ter saudade de quando eu era mais inocente, mais real e menos deprimido.&lt;br /&gt;Página do Vitor: &lt;a href="http://www.myspace.com/vitoraraujo" target="_blank"&gt;http://www.myspace.com/vitoraraujo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, depois de se "divertir" muito, como ele mesmo disse, citou o filme Dançando no Escuro (um dos que me fazem chorar) e de quando a personagem protagonizada pela Björk diz que adorava musicais mas saía do cinema antes da última música terminar, para que pudesse imaginar que o musical nunca acaba e tocou uma música sem nome e sem final, que pára assim, de repente, para que nós pudéssemos completá-las em nossa cabeça.&lt;br /&gt;Isso me lembrou de como eu sempre me sinto como num filme e sempre imagino trilhas sonoras para os momentos, assim como certas músicas quando ouço rapidamente imagino cenas ou histórias em minha cabeça.&lt;br /&gt;Gosto de imaginar trilhas sonoras para a vida, assim como da idéia de ver certas formas dela como um musical. Assim como sinto falta de ver a vida com simplicidade, com olhos de menino que acredita em filmes e musicais.&lt;br /&gt;Apesar de não saber nada de música, não consigo ver minha vida sem ela. Eu escrevo ouvindo música. Quando estou deprê, me isolo do mundo com fones de ouvido e às vezes é o que rola neles que me anima novamente. Eu sonho e imagino histórias o tempo todo - outro dia falo disso - e a música sempre está lá. Acho que por isso, mesmo sendo "metaleiro", o instrumento que mais gosto é o piano. Exatamente porque é o instrumento "para" trilha sonora! Como nos filmes mudos, cada cena do dia, seja uma visão do trânsito, seja pessoas num restaurante, seja a chuva na janela, seja meu filho brincando, seja eu divagando, sempre imagino um pianista em algum lugar tocando...&lt;br /&gt;Imaginação? Ingenuidade? Loucura? Bobeira? Nem ligo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-922312686878013800?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/922312686878013800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=922312686878013800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/922312686878013800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/922312686878013800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/04/trilha-sonora.html' title='Trilha Sonora'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-1990541560197102822</id><published>2008-04-08T10:57:00.004-03:00</published><updated>2008-04-08T12:18:24.409-03:00</updated><title type='text'>What a Wonderful World...</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VQk2LtK680w&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/VQk2LtK680w&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1968, Juvenal Starlight tomou uma decisão que sua família e amigos acharam no mínimo radical: foi para as montanhas viver numa casa velha, viver do que plantava e nada mais. Havia tomado essa decisão depois de muito pensar sobre o mundo em que estava vivendo. Membro de uma comunidade hippie até então, estava farto e desapontado com o que via à sua volta. Países poderosos se metendo em guerras alheias por interesse econômico e político, pessoas passando fome enquanto outras falavam das maravilhas do mundo moderno que podiam comprar, a busca incessante pelo sucesso financeiro, a busca incessante pela paz espiritual associada ao sucesso financeiro, a má educação e falta de senso ético e moral das pessoas, a incompetência administrativa do governo que sempre beneficiava poucos (eles mesmos) e enganava muitos com planos sociais capengas, o delírio geral alimentado pelo ópio que era a mídia... Juvenal realmente estava determinado a se isolar e só sair quando o mundo estivesse melhor. Então, depois de se despedir da família e dos amigos, pegou suas coisas e foi pro mato.&lt;br /&gt;Alguns meses atrás, seu sossego foi interrompido por um grupo de jovens que faziam caminhada perto de sua cabana. Apesar de ficar meio arredio e avesso a interações sociais, Juvenal Starlight acabou sendo hospitaleiro com o pessoal, que caminhavam já a várias horas para chegar numa cachoeira que eles tinham visto numa revista de turismo. Depois de conversar um pouco com os jovens, Juvenal pensou se já não era hora de voltar à civilização. Eles haviam lhe dito que o mundo estava muito melhor hoje, com menos desigualdade, renda elevada, baixo nível de analfabetismo, grandes potências em crise e países emergentes em ascensão, que as pessoas estavam muito mais conscientes e com opinião própria, que finalmente todos estavam falando sobre o meio ambiente, aquecimento global, desenvolvimento sustentável, etc.&lt;br /&gt;Depois que o grupo foi embora, Juvenal pensou por alguns meses e então decidiu: voltaria a viver em sociedade! Arrumou suas coisas, deu uma última olhada na cabana, tomou um banho, amarrou o cabelo, aparou a barba e desceu montanha abaixo! Pegou a estrada asfaltada (que antes era de terra) e logo chegou a uma pequena cidade. Logo na primeira rua, deu de cara com um boteco da periferia, onde um grupo tomava cerveja e o som de uma música estranha com batida intermitente e letras obscenas dividia espaço com uma televisão colorida.&lt;br /&gt;A princípio se maravilhou com aquilo: uma tv bem menor do que as que conhecia e ainda por cima a cores! Mas logo o sorriso em seu rosto começou a sumir... Viu o jornal mostrando os tibetanos tentando apagar a tocha olímpica, pois as Olímpiadas seriam na China; viu sobre um atentado a bomba no Iraque a um grupo de soldados americanos, viu a marginal do rio Tietê lotada de lixo e de carros que não andavam nem um metro; viu as pessoas se acotovelando para entrar nos trens em horário de pico; viu uma mulher linda e burra mostrando sua nova cobertura que havia comprado com o dinheiro que ganhou num programa de tv; viu sobre a epidemia de uma tal de dengue no Rio de Janeiro; viu sobre os shoppings lotados por causa da facilidade de crédito; viu sobre os maior número de pessoas com diploma superior e crianças do ensino médio que não sabem ler e escrever direito; viu que o presidente estava comentando sobre a derrota de seu time de futebol em meio a uma entrevista sobre uns cartões que o governo gastou como não devia; viu sobre criminosos atacando policias e arrastando crianças presas na porta do carro até a morte; viu a vida perfeita que mostravam nas novelas; viu programas explorando a miséria financeira e cultural do povo; viu uma igreja na tv pedindo doações do "tamanho de sua fé"; e viu que nada havia mudado em 40 anos. Na verdade, parecia que havia piorado, apesar de aparentemente parecer ter melhorado...&lt;br /&gt;Então, em silêncio e triste, Juvenal Starlight juntou suas coisas e voltou para a cabana nas montanhas, onde continua vivendo, sem saber que uma construtora está planejando construir ali um belíssimo condomínio de chácaras, com 1.000 m&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; cada, para aqueles que querem fugir do estresse da vida na cidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ah, reparou q o blog tá meio diferente? é, eu tô mudando o lay-out aos poucos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-1990541560197102822?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/1990541560197102822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=1990541560197102822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/1990541560197102822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/1990541560197102822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/04/what-wonderful-world.html' title='What a Wonderful World...'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-8228530807082917381</id><published>2008-03-31T11:12:00.002-03:00</published><updated>2008-03-31T11:56:59.478-03:00</updated><title type='text'>You Think I Ain't Worth A Dollar, But I Feel Like A Millionaire</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vocês sempre se agarram às velhas identidades, faces e máscaras, mesmo depois que elas não servem mais. Mas um dia, você terá que aprender a jogá-las fora."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Morte, em Sandman - Terra dos Sonhos)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é isso que tento fazer hoje, como em My Name Is Earl ou Samantha Who?, tento não simplesmente mudar, mas ser outra pessoa, nova. Não sei se uma nova máscara ou simplesmente sem máscara nenhuma, mas... Ah, quanta baboseira!&lt;br /&gt;A única coisa que realmente tô tentando fazer é doar ou queimar coisas, idéias, sentimentos e defeitos velhos para ficar só o que importa e então dar sentido ao ar que entra em sai de meus pulmões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, vou lendo Sandman e os livros malucos de Kurt Vonnegut, Flann O'Brien e Douglas Adams, assistindo Lost, Doctor Who, The Office e os dvds do Monty Python, aprendendo a ser adulto e pai, assumindo responsabilidades (alguém leu "contas"?), tomando cerveja e comendo pizza no sábado, "fazendo amor" (achou brega ou piegas? e eu com isso?), engordando, ouvindo coisas díspares como Saint Vitus ("hein?" -&gt; veja eles &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=EQHCTT2t1lE" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;) e Vítor Araújo (sim, aquele garoto que já foi no Jô e no Altas Horas! não? -&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=HWurYEDzbPU" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;!), trabalhando e lutando com a preguiça para desenhar e escrever coisas melhores do que posts como esse!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se animem muito com o "novo eu"! Eu ainda sou dramático, inseguro, ansioso e evito relações sociais, só que sem a neura woody-alleniana de antes!&lt;br /&gt;Com 31 anos, careca e sem vida, você começa a não dar mais tanta bola para o que as pessoas vão achar de você (a não ser que envolva um emprego ou cargo novo -&gt; leia-se "dinheiro" -&gt; leia-se "sobrevivência")!&lt;br /&gt;É como se eu me sentisse como um milionário, mesmo que todos digam que não tenho R$1,00 no bolso. E assim a gente vai vivendo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-8228530807082917381?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/8228530807082917381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=8228530807082917381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8228530807082917381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8228530807082917381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/03/you-think-i-aint-worth-dollar-but-i.html' title='You Think I Ain&apos;t Worth A Dollar, But I Feel Like A Millionaire'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-1340005707828735615</id><published>2008-03-24T12:17:00.003-03:00</published><updated>2008-03-24T12:43:47.773-03:00</updated><title type='text'>A Caixa das Coisas Mortas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cora chegou em casa com uma melancolia que havia adquirido na rua ou no trabalho - não tinha certeza - como quem pega um resfriado. Jogou sua bolsa e blusas no sofá, fez sua ronda humana pela pequena kitnet e então parou diante da janela e contemplou a enorme e sombria lua, como a tempo não via numa cidade tão coberta por nuvens negras. Sentiu o luar entrar em sua alma e a melancolia espremer seu coração como uma mão espreme uma banana. Quase podia sentir sua felicidade viscosa escorrer pelos dedos.&lt;br /&gt;Lembrou-se da caixa e foi até a cama, ajoelhando-se e puxando-a lá debaixo. Parecia uma simples caixa de papelão, mas era na verdade sua Caixa de Coisas Mortas. Abriu a caixa e logo pode sentir a brisa do Hades. Tirou de dentro alguns discos velhos, alguns livros, fotos, cartas e outras bugigangas. E então tirou ela. A boneca de pano.&lt;br /&gt;Ficou alguns minutos que pareciam horas simplesmente sentada no chão, encostada na parede, deixando-se morrer, assassinada pelos pensamentos melancólicos que trouxera de fora. Foi então quando decidiu voltar de onde havia sido resgatada e, com uma bela faca de carne pega na cozinha, fez do chão um mar de sangue e ficou olhando a lua, até tudo escurecer.&lt;br /&gt;Mas a escuridão foi breve e logo ouviu alguém chamar. Era voz de uma menina. Olhou para os lados e a viu, a boneca de pano, em pé e lhe dizendo numa voz sombria e triste:&lt;br /&gt;- Muito tempo. Mas achei que não nos veríamos mais.&lt;br /&gt;Cora não sabia se estava morta ou se a boneca de pano havia adquirido vida.&lt;br /&gt;- Por quê? - perguntou Cora ensangüentada.&lt;br /&gt;- De que adianta filosofia e resposta aos mortos?&lt;br /&gt;As duas ficaram em silêncio, admirando aquela lua iluminada, tão difícil de se ver numa cidade coberta por nuvens negras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-1340005707828735615?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/1340005707828735615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=1340005707828735615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/1340005707828735615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/1340005707828735615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/03/caixa-das-coisas-mortas.html' title='A Caixa das Coisas Mortas'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-8360285193292420716</id><published>2008-03-17T11:34:00.002-03:00</published><updated>2008-03-17T11:50:37.601-03:00</updated><title type='text'>Tratado Sobre os Sintomas Psicológicos de "Estar Doente"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesses tempos modernos de assepsia e fragilidade imunológica do ser humano, diante de um ambiente hostil à saúde, com aquecimento global, altos índices de poluição e altos preços das mensalidades escolares, viver em uma grande cidade como São Paulo, com suas repentinas mudanças de temperatura, seu meio ambiente totalmente transmodificado pela massiva invasão viral de carros, onde homens, mulheres, crianças e gays têm que viver em enormes redomas de concreto armado ao qual dão nomes de shopping centers ("mall", em inglês), escravizados pelo ar artificial sabor morango dos ar-condicionados, sempre com temperatura extremamente diversa e adversa da exterior (para o nosso bem), seres geneticamente inferiores, que trazem em seus códigos os genomas de rinites, sinusites, bronquites e óculos de armações pretas, acabam seriamente constipados e adoecidos, gripados, resfriados e presos em ganchos para assar.&lt;br /&gt;Diante de tais sintomas, tão complexos e perplexos, esses seres apresentam um comportamento típico, o qual é sempre expresso com locuções verborrágicas complexas e cheias de sentido ambíguo e expressividade artística, refletindo um sentimento psicológico patológico intrínseco cheio de sentido filosófico e moral, normalmente descrito da seguinte maneira:&lt;br /&gt;- Estar doente é uma merda!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-8360285193292420716?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/8360285193292420716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=8360285193292420716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8360285193292420716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8360285193292420716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/03/tratado-sobre-os-sintomas-psicolgicos.html' title='Tratado Sobre os Sintomas Psicológicos de &quot;Estar Doente&quot;'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-6823453638772849971</id><published>2008-03-04T12:03:00.003-03:00</published><updated>2008-03-04T12:29:04.492-03:00</updated><title type='text'>Sonho Propaganda</title><content type='html'>Eu e mais dois caras estamos em algum país estrangeiro indecifrável. Uma mistura de Chile com Estados Unidos. Vamos na lanchonete, compramos um lanche e pagamos com cartão. Passamos em mais algum lugar e novamente pagamos com cartão. Aí decidimos conhecer a cidade com uma espécie de trem-metrô.&lt;br /&gt;- Eles só aceitam dinheiro, e não temos dinheiro local, só cartão - diz um dos meus companheiros de viagem.&lt;br /&gt;Aí, no melhor estilo propaganda do horário nobre, eu saco meu cartão de banco e digo, sorrindo:&lt;br /&gt;- Sou cliente Citibank. Posso sacar dinheiro na moeda local em mais de 160 países!&lt;br /&gt;E saímos à procura de um caixa eletrônico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Será efeito colateral do trabalho ou estão me fazendo uma lavagem cerebral enquanto durmo, já que quase não assisto mais televisão? o.O&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P&lt;span style="font-style: italic;"&gt;odem falar o que for, mas tem coisas que de vez em quando me fazem lembrar d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e porque&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/foto/0,,11842925-EX,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 218px; height: 136px;" src="http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/foto/0,,11842925-EX,00.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; gosto e sempre gostei de rock, sobretudo do heavy metal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No último domingo finalmente fui ver o Iron Maiden ao vivo, depois de 16 anos de enrolação pra ir! E o que mais mexeu e sempre mexe comigo foram coisas que não se vê em show de Maria Rita nem de NXZero: a energia, todo aquele povaréu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; cantando junto todas as músicas, pessoas de todas as idades e bolsos, o coro em harmonia com a banda em músicas que arrepiam os pelos do braço, a cara de "estou me divertindo pra cacete" dos músicos - mesmo depois de 30 anos na estrada - a emoção de Bruce Dickinson quando fala sobre o que é tocar no Brasil e a paz com que 40 mil pessoas foram ao estádio, viram o show e foram embora, sem quase nenhuma confusão, mesmo com todos os bares em volta dos estádio estarem lotados de cervejamaníacos desde horas antes do show.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um show memorável e emocionante, como quase sempre em bons shows do bom e velho rock'n'roll!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É isso aí!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-6823453638772849971?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/6823453638772849971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=6823453638772849971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/6823453638772849971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/6823453638772849971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/03/sonho-propaganda.html' title='Sonho Propaganda'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-3185775102738542257</id><published>2008-02-13T13:14:00.002-02:00</published><updated>2008-02-13T13:27:04.401-02:00</updated><title type='text'>Duck Kee Vai ao Mercado</title><content type='html'>Duck Kee cansou-se de peregrinar pelas prateleiras e corredores do enorme hipermercado. Passou no caixa apenas com um vidro de geléia.&lt;br /&gt;- Alguma coisa que o senhor não encontrou? - perguntou a garota no caixa.&lt;br /&gt;- Não achei a felicidade, nem o amor-próprio. Também procurei por sonhos, mas acho que estão em falta...&lt;br /&gt;- Só trabalhamos com supérfluos necessários, senhor.&lt;br /&gt;- Tem certeza que você é caixa? Ou eu estou num episódio de Lost?&lt;br /&gt;A caixa sorriu, mas chorou por dentro.&lt;br /&gt;- Eu sou formada em Filosofia, mas não achei vaga na Catho. Vai levar só a geléia?&lt;br /&gt;- Só. É pra deixar o dia mais doce...&lt;br /&gt;Duck Kee pagou no Redeshop e foi embora. Lá fora, os garotos pobres cantavam o funk do momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-3185775102738542257?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/3185775102738542257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=3185775102738542257' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/3185775102738542257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/3185775102738542257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/02/duck-kee-vai-ao-mercado.html' title='Duck Kee Vai ao Mercado'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-3285464703594760110</id><published>2008-02-09T11:52:00.000-02:00</published><updated>2008-02-09T12:00:44.002-02:00</updated><title type='text'>Cores</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje me sinto um tanto cinza.&lt;br /&gt;Às vezes até que me sinto um tanto vermelho, ou branco, ou azul. Tem dias que até um tom de rosa ou de laranja corre em minhas veias. Ontem mesmo eu estava num azul cobalto bem raro (normalmente eu tô roxo ou preto). Até um verde é melhor que um cinza. Quem sabe até o final do dia eu mude de cor. Eu mudo muito de cor, sabe? Sou uma escala Pantone ambulante. Cinza pela manhã, marrom terra após o almoço, um ocre ou amarelo ouro pela tarde e finalmente, um vermelho fogo pela noite! Mas sei lá, acho q vai ser cinza mesmo. Ou os tais dos Pretos 20%, 30% e por aí vai...&lt;br /&gt;Engraçado que olho lá pra fora e o mundo parece tão colorido... Mas quando boto os pés pra fora, tudo que vejo é um enorme cinza cheio de pessoas em tons frios (azul marinho, roxo, verde escuro...). E no fundo, tudo parece meio sem cor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-3285464703594760110?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/3285464703594760110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=3285464703594760110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/3285464703594760110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/3285464703594760110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/02/cores.html' title='Cores'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-4208546613452524256</id><published>2008-01-30T11:11:00.000-02:00</published><updated>2008-01-30T12:03:43.256-02:00</updated><title type='text'>Exercitando a Morte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu morri ontem.&lt;br /&gt;Calma, isso não é um post de suicídio, ou algo do tipo. Apenas usei do artifício de exercitar a morte. Uma prática tão comum à minha vida que eu já havia me esquecido de como ela é boa. É como incorporar uma fênix e, de quando em quando, preparar sua pira, deixar-se queimar pelas chamas e morrer para, logo depois, renascer. Eu faço muito isso. Morro e renasço. Sempre vi isso como um defeito e não como uma virtude. Mas finalmente cheguei à conclusão de que isso pode ser uma dádiva e me dispus a aprender a usá-la.&lt;br /&gt;Engraçado como consigo saber quando a hora de morrer está chegando. O mundo à minha volta fica turvo, indefinido e distante. Memórias do passado começam a me perseguir. Imagens, sons, sensações que já não tenho mais voltam, por uma breve eternidade. Toda a vida é passada pela minha cabeça. Os filmes que vi quando criança, as músicas, as revistas, os amores e desamores. Bate aquela sensação saudosista e aí vem o arrependimento. "Se tivesse feito isso", "se tivesse feito aquilo". Você fica triste, se sente sozinho e então tudo fica escuro. Silêncio. A pira queimou e te consumiu. Então, entes que eu possa vê-la - a Morte - ou mesmo antes que minha consciência se dilua no Universo e eu possa ver as portas do Céu ou do Inferno, surge uma luz. Sou impelido a segui-la e sair da escuridão. É o renascimento. Uma nova vida está começando.&lt;br /&gt;Tá, eu sei que não é realmente uma nova vida. Meu emprego continua lá, minha idade física, meu corpo, minhas responsabilidades. Para aqueles à minha volta, nada mudou. Mas em mim, por dentro, eu morri, e agora sou um bebê, deslumbrado com uma nova vida.&lt;br /&gt;E aí então, como poucos, eu posso me lembrar de todas minhas encarnações passadas. E isso é bom, porque posso tentar viver uma vida melhor do que aquela que tive até minutos atrás. Então eu me disponho, enquanto ainda posso renascer, enquanto Ela não vem e as portas do Céu (ou do Inferno) não são avistadas, a tentar aprender todas aquelas lições que nos são apresentadas. Coisas sobre a vida, o amor, o dinheiro, tudo. E a primeira coisa é aprender a relaxar, sem correria. Eu sei que uma hora a pira começará a se formar novamente. E não sei se dessa vez irei renascer ou encontrar aquela gótica linda com um ankh no pescoço (adoro acreditar que a Morte é uma pessoa, você não?). Mas não ligo. Seja por pouco ou muito tempo, tudo que quero poder dizer, lá no fim, com um sorriso no rosto, é que "foi só uma vida, nada mais".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-4208546613452524256?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/4208546613452524256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=4208546613452524256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/4208546613452524256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/4208546613452524256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/01/exercitando-morte.html' title='Exercitando a Morte'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-3460128474642306849</id><published>2008-01-09T13:57:00.000-02:00</published><updated>2008-01-09T14:38:20.082-02:00</updated><title type='text'>A verdade está lá fora!</title><content type='html'>- O que você tá fazendo?&lt;br /&gt;- Uma fogueira.&lt;br /&gt;- Com livros???&lt;br /&gt;- São livros de auto-ajuda.&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Chega de ilusões de sucesso e felicidade. Há uma vida real lá fora! Não que eu goste dela (não gosto). Mas cansei de acreditar em famílias de comerciais de margarina, bancos e supermercados.&lt;br /&gt;- Você não tava mal? Meio perdido?&lt;br /&gt;- Não que eu não esteja (estou?), mas acho que vou me achar mais em mim mesmo do que em livros sobre modelos de vida dos quais não almejo.&lt;br /&gt;- Dá os livros pra alguém, então!&lt;br /&gt;- Um ex-viciado dá suas drogas para outra pessoa?&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Fogo!!!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;*levanta os braços*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"- Ok, qual o problema? Eu sei que tem algo errado. Olha pra você, aí, todo desanimado. Não é do seu feitio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sabe, até então eu estava obcecado. Tinha uma missão, um propósito além de minha função... E então, de repente, a busca terminou. Me senti exausto. Desapontado. Esmorecido. Isso faz sentido? Eu tinha certeza que, assim que tivesse tudo de volta, ia me sentir bem... Só que, dentro de mim, me senti pior do que quando comecei. Eu me sinto um nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Já terminou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vou te contar uma coisa, Sonho. Você é o mais idiota, mais egocêntrico, mais estarrecido arremedo de personificação antropomórfica neste ou em qualquer outro plano! Um espécime infantil, adolescente e patético. Cheio de autopiedade porque seu joguinho acabou e você não tem culhões pra achar outro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;'Minha irmã tem uma missão a cumprir, assim como eu. Os Perpétuos têm responsabilidades. Eu tenho responsabilidades!'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;'Há muito o que fazer em meu mundo. Muito a restaurar. A criar. Mas isso pode esperar. Encontrei o conforto que procurava, embora não da maneira que imaginei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dos sonhos, conjuro um punhado de grãos amarelos. Arremesso os grãos no ar. E ouço. O som das asas...'"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;("O Som de Suas Asas" - Sandman número 8)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-3460128474642306849?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/3460128474642306849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=3460128474642306849' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/3460128474642306849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/3460128474642306849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2008/01/verdade-est-l-fora.html' title='A verdade está lá fora!'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-8671225331321587462</id><published>2007-12-27T02:08:00.000-02:00</published><updated>2007-12-27T11:29:12.529-02:00</updated><title type='text'>Nunca Mais!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tal noite soturna e calorenta, alguém bate à minha porta.&lt;br /&gt;Alguém que me visita, nada mais!&lt;br /&gt;E o cuco bate, castiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E disse-lhe pela porta que queria dormir, mas tal voz sombria me gelou a espinha.&lt;br /&gt;Haveria um dos Perpétuos à minha porta? E qual deles seria? Maldita vida breve.&lt;br /&gt;E o cuco martelando em minha cabeça. Maldita breve vida.&lt;br /&gt;Talvez estivesse perdido em meus sonhos impuros e sem nexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, sem alternativa, Jane me levou à janela.&lt;br /&gt;Ahá! Sonhos! Pois só assim ela poderia ter sido vista!&lt;br /&gt;Em meu terceiro andar abri a janela, e uma fada logo passou para o lado de dentro, pousando em meus ombros.&lt;br /&gt;O cuco do Doutor Manhattan a martelar e eu a perguntar:&lt;br /&gt;"Quem és tu, pequena fada?"&lt;br /&gt;Sem me estranhar pela sua veste preta e seu olhar digno do Olimpo.&lt;br /&gt;Eis que só pude ouvir ela dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca mais!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então pedi à fada que fosse embora, já que não havia nada para ela fazer ali.&lt;br /&gt;Queria dormir, sonhar e voltar à minha solidão. Mas ela só repetia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca mais!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, ser encantado que veio sei lá de onde!&lt;br /&gt;Volte para lá e me deixe em paz! Há o que dormir e o que despertar!&lt;br /&gt;Há o que fazer e o que viver! Deixe-me!&lt;br /&gt;E nem Sininho, nem fadas de botas diriam com tanta zombaria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca mais!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois já não me basta o cuco desgastante me achando o Sylar?&lt;br /&gt;Já não me basta os Perpétuos que brincam com minha vida?&lt;br /&gt;E meu tormento de viver entre mortos tão mais morto do que eles,&lt;br /&gt;Sem saber saborear o amor e a serenidade do tempo,&lt;br /&gt;Ainda vem você zumbizar no meu ouvido como um bicho de luz com curvas e olhar penetrante?&lt;br /&gt;Em que noite poderei eu ter paz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca mais!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldito pesadelo com aquela figura alada de preto atrás de minha consciência e de minha memória!&lt;br /&gt;Cristãos veriam em ti um demônio, criatura!&lt;br /&gt;Mas sei do mal dos escritores e contadores e sei por que tu estás aqui!&lt;br /&gt;Pois não poderia eu deixar esse fardo e voltar à minha noite e ao meu sono em vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca mais!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que num lapso compreendi e tudo que pude fazer foi aceitar!&lt;br /&gt;Mas ainda um resquício de esperança de não estar louco poderia chegar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca mais!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilusão do livre arbítrio não entra nesse castelo sombrio que é minh'alma!&lt;br /&gt;Um chamado a mim foi feito, através de tal ser que só eu posso ver.&lt;br /&gt;E andarei eu por aí, com uma fada gótica em meus ombros,&lt;br /&gt;Berrando em minha sanidade, toda vez que eu tentar ou estar tentado a abandonar minha sina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca mais!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem o cuco pesará tanto, nunca mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não entendeu nada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.insite.com.br/art/pessoa/coligidas/trad/921.html"&gt;"O Corvo" (The Raven), de Edgar Allan Poe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Perp%C3%A9tuos"&gt;Perpétuos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-&gt; Jane = referência a &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.youtube.com/watch?v=nXKXL8OlpUM"&gt;"Jane Says" do Jane's Addiction&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-&gt; Doutor Manhattan é um personagem de &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Watchmen"&gt;Watchmen&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; que era relojoeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sininho"&gt;Sininho&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; é a fada do Peter Pan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.youtube.com/watch?v=QNFCt17Pn8Y"&gt;"fadas de botas"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sylar"&gt;Sylar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-8671225331321587462?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/8671225331321587462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=8671225331321587462' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8671225331321587462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8671225331321587462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2007/12/nunca-mais.html' title='Nunca Mais!'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-3662545447962706441</id><published>2007-12-20T10:32:00.001-02:00</published><updated>2007-12-20T11:10:41.002-02:00</updated><title type='text'>Lamentos e Tormentos</title><content type='html'>Existem dois tempos dos quais eu realmente sinto falta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro é de quando tinha meus 12, 13 anos. Morava em Araraquara, interior de São Paulo, e eu pai era dono de uma banca de jornais e revistas na rodoviária da cidade. Sendo assim, meu dia era levantar cedo, pegar o tróleibus para o centro e passar a manhã na escola, não prestando a mínima atenção nas aulas e desenhando tiras sem noção que colocavam professores e alunos em situações absurdas (eu ainda não havia descoberto o Monty Python) - infelizmente todas elas perdidas. Um dia ainda conto dos meus tempos de escola... Depois das aulas, voltava para casa, almoçava e seguia para a banca, onde eu trabalhava no lugar da minha mãe - que ficava em casa cuidando do meu irmão pequeno - até à noite, quando meu pai chegava do trabalho dele par fechar. Eu passava o dia lendo quadrinhos, vendo revista de mulher pelada escondido e tentando copiar os desenhos dos gibis a olho.&lt;br /&gt;Em casa, eu raramente ia dormir cedo. Ficava até altas horas desenhando e inventando histórias e personagens para fazer minhas HQs quando eu aprendesse a desenhar melhor. Infelimente, com a mudança de volta para o ABC Paulista tudo isso foi por água a baixo. Outro dia conto essa história também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo tempo do qual sinto falta é o de quando tinha 16 anos. Eu trabalhava de aprendiz de eletricista de manutenção (leia-se "peão") numa indústria química e fazia o colégio à noite. Os tempos já eram turbulentos, porque eu havia repetido o segundo ano técnico por relaxo e pelo meu "primeiro amor" (outra história...) e agora estudava no colégio "normal". Além disso, eu não queria mais saber do modelo "emprego bom em empresa boa" que meu pai havia conseguido pra mim. Só que eu não tava nem aí! Eu enrolava no trabalho e na escola e ficava contando os dias para o final de semana. Sábados eu passava na galeria, com meus cabelos grandes e rebeldes, todo de preto, escolhendo LPs (1993, gente!) pra comprar com parte do meu salário e tentando não encontrar nenhum punk ou careca pelo caminho. Ia pra casa, ficava lá, viajando nas músicas e rabiscando coisa ou outra (desenhos parcos, poemas ingênuos e sem sentido, possíveis letras de músicas...). Depois à noite ia para os botecos de roqueiros beber e sacudir a cabeleira até de manhã - botecos esses que deixariam Bob Cuspe com inveja e a geração de pseudo-rebeldes de hoje com vontade de ouvir Britney Spears!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nostalgia e a falta desses momentos sempre me pesam nos finais de ano. Não que eu queira "voltar àqueles tempos", como muitas pessoas ao meu redor acham. O que me falta é aquele "espírito", se podemos chamar assim. Eu era o pária, o esquisito, o nerd, mas isso não me deprimia. Na verdade eu nem ligava. Eu era quem eu era e pronto! Foda-se o resto! Eu fazia o que tinha vontade de fazer, dizia o que queria e seguia minha vida... Não ficava me lamentando, nem usava desculpas como falta de dinheiro, responsabilidades, idade, blá, blá, blá...&lt;br /&gt;Eu não tinha namorada, mas também não perdia os cabelos por causa disso. Não tinha dinheiro, e não me lamentava. Tinha que trabalhar, fazer coisas que não gostava, mas no final do dia ou no final de semana, eu tinha meu mundo me esperando, e isso mantinha o sorriso no meu rosto.&lt;br /&gt;O que quero hoje, o que busco, é esquecer esses dias deprimentes, os tormentos que me enlouquecem, e tentar encontrar aquele sentimento, aquela alma, aquele Flávio perdido. Só quero que lá na frente, eu possa dizer que houve três tempos dos quais sinto falta. E que um deles seja da casa dos 30 anos.&lt;br /&gt;Me apegar às coisas que eu gosto e que me fazem bem, sem esquecer das minhas responsabilidades e esquecer de todo o resto. &lt;b&gt;Todo o resto!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Essa é minha única meta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-3662545447962706441?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/3662545447962706441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=3662545447962706441' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/3662545447962706441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/3662545447962706441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2007/12/lamentos-e-tormentos.html' title='Lamentos e Tormentos'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-1211008617018498946</id><published>2007-12-07T11:05:00.000-02:00</published><updated>2007-12-07T11:49:33.408-02:00</updated><title type='text'>E agora algo completamente diferente!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ozinho caminhava tranqüilamente por aqueles enormes e espaçosos corredores de tons claros. Tudo era muito limpo e arrumado. E haviam algumas portas, muito bem decoradas, sempre com alguém a sorrir constantemente para quem passasse por elas. Ozinho caminhava, perdido entre toda aquela beleza, sem perceber muito as pessoas à sua volta, que também caminhava por ali empolgadas, eufóricas e calmas ao mesmo tempo, como se estivessem dopadas.&lt;br /&gt;O que o intrigou foram aqueles homens de terno para todos os lados. Eles pareciam algum tipo de polícia, ou algo para manter o controle e achou estranho, porque tudo ali parecia tão calmo. Aquela musiquinha... Ah, sim. Havia uma musiquinha de fundo, calma, tranqüila, e Ozinho começou a ouvi-la com mais atenção, quando algo nela lhe tirou da paz em que estava. Podia ouvir ao fundo, quase imperceptível, uma voz dizendo "Compre! Compre mais e seja feliz!"&lt;br /&gt;Aquilo o despertou de um socego para qual ele não conseguiu mais voltar. Nesse mesmo instante, seu pais o aproximavam de um estranho velho barrigudo vestindo roupas vermelhas e com uma enorme barba. O colocaram no seu colo. Mas Ozinho já não era mais o mesmo.&lt;br /&gt;- Olá, menino! O que você vai pedir para seus pais esse ano?&lt;br /&gt;- Você não me engana, Papai Noel! Eu sei o que vocês estão tramando!&lt;br /&gt;E pulou do colo do velho, correndo em disparada pelos corredores assépticos.&lt;br /&gt;Mas foi barrado por dois daqueles caras de terno. Enfiou-se então por uns daqueles corredores mais estreitos por onde vinham as pessoas sorridentes e meteu-se num labirinto de corredores obscuros. Chegou então a uma sala que o deixou ainda mais apreensivo. Vários Papais Noéis estavam em volta de uma mesa onde uma espécie de mapa estava estendido e nas paredes haviam vários painéis eletrônicos.&lt;br /&gt;- Está tudo como nos conformes, Noel-1. Logo logo nosso plano estará em total operação.&lt;br /&gt;- Controlaremos todas as pessoas e então seremos donos de tudo! Hahahaha.&lt;br /&gt;- Ei! Olha ali!&lt;br /&gt;E viraram-se para Ozinho.&lt;br /&gt;- Peguem aquele menino! - gritou Noel-1.&lt;br /&gt;E um bando de papais noéis correram em direção ao garoto. Ele teria conseguido fugir, não fossem os homens de terno atrás dele. Quando se deu por conta, todos estavam em cima dele e percebeu que um dos papais noéis o catou pelos pés e o enfiou num saco. Tudo ficou escuro.&lt;br /&gt;Foi aí que eu acordei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tá, eu admito que criticar o consumo é coisa de pobre! =P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-1211008617018498946?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/1211008617018498946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=1211008617018498946' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/1211008617018498946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/1211008617018498946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2007/12/e-agora-algo-completamente-diferente.html' title='E agora algo completamente diferente!'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-3868051817780885880</id><published>2007-11-26T10:08:00.000-02:00</published><updated>2007-11-26T10:55:06.989-02:00</updated><title type='text'>TV or no TV?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Asdrúbal, com sua camiseta do Mars Volta, seus tênis All-Star surrados de fábrica e seus cabelos de roqueiro inglês, tentou convencer os amigos, mas tudo o que conseguiu foi virar o novo pária da faculdade. Achou que iria mudar o mundo mas fez uma segunda descoberta naquela semana: o mundo não gosta de ser mudado! Pelo menos não contra vontade própria.&lt;br /&gt;A primeira descoberta havia sido um pouco mais eufórica e satisfatória. Asdrúbal sentiu-se o próprio Arquimedes quando a descobriu. Mal sabia ele que o único Arquimedes que seus amigos conheciam era o pai bêbado de um amigo em comum que gostava de filosofar depois de 4 ou 5 cervejas. Enfim...&lt;br /&gt;Asdrúbal estava no sofá da sala, com a família, assistindo à TV como todo ser humano não-pensante, quando teve um... Como eles chamam mesmo? Ah sim! Um&lt;span style="font-style: italic;"&gt; insight&lt;/span&gt;! Diante daquela caixinha emissora de raios catóditos (eles ainda não tinham TV de plasma), depois de passar por vários canais, percebeu que estava perdendo tempo vendo TV. Mais: começou a ver a TV como uma droga coletiva que nada faz do que entorpecer os humanos que dela dependem. Mais ainda: tinha completa convicção de que algo ou alguém estava por trás daquele instrumento de controle das massas!&lt;br /&gt;Totalmente desalienado (ou não?), levantou-se e foi para seu quarto. Estava começada sua guerra contra a TV e tudo o que ela representava! Sentou-se no computador e fez um enorme manifesto, publicado em seu blog. Pesquisou tudo que podia e seguiu para a faculdade a fim de alertar seus amigos e salvá-los. Explicou a eles tudo que havia descoberto. Explicou-lhes que a televisão nada mais era que um instrumento usado pelas grandes corporações para satisfazer prazeres básicos do povo e despertar-lhes o desejo de manter esse prazer, consumindo tudo que a TV divulga: de carros a moda, de brinquedos a estilos de vida! Que provavelmente um grande grupo financeiro e político estava por trás das grandes mídias, "programando" nossas mentes para sermos e agirmos como eles queriam, verdadeiros macacos atrás de bananas! Que um grande indício disso era o fato de não conseguirmos desgrudar os olhos da TV, mesmo que a programação seja fútil, simplesmente porque "eles" não querem que sejamos ativos e donos de nossas próprias vidas. Asdrúbal estava realmente entusiasmado e feliz por sua descoberta.&lt;br /&gt;Pobre Asdrúbal, tudo que conseguiu foi risadas de alguns amigos e comentários ácidos de alguns outros. Mas manteve-se fiel ao seu discurso e tudo o que conseguiu foi ser deixado de lado cada vez mais, sendo excluído a ponto de ficar sozinho. Tentou até dizer-lhes que um homem estranho, de terno e com cara de agente da CIA, deu-lhe um sorrisinho irônico depois que um protesto seu na frente da faculdade resultou numa repreensão da reitoria. Mas ninguém ouviu.&lt;br /&gt;Desanimado, andando pelos corredores, encontrou uma porta onde dizia "Grupo Jovens Contra o Sistema" - ou algo parecido - e resolveu entrar, com esperança de que alguém ali o ouviria.&lt;br /&gt;Deu de cara com um sujeito esquisito, vestindo roupas de brechó e com o rosto pintado como um palhaço de circo.&lt;br /&gt;- Eu queria expor uma descoberta que fiz sobre a televisão - disse, já meio desanimado.&lt;br /&gt;Do outro lado, o rapaz o mediu dos pés à cabeça e em seguida deu um breve sorriso.&lt;br /&gt;- Claro. Por que não? Trouxe o trombone?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-3868051817780885880?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/3868051817780885880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=3868051817780885880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/3868051817780885880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/3868051817780885880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2007/11/tv-or-no-tv.html' title='TV or no TV?'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-8177006047439898371</id><published>2007-11-19T02:19:00.000-02:00</published><updated>2007-11-19T03:20:06.582-02:00</updated><title type='text'>Alice In Slumberland</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alice persistia em sonhar, mesmo passada a adolescência. Tinha um certo controle sobre o sonhar. Porém,  como todo dom especial, não tinha todo o controle.&lt;br /&gt;Viu-se em algum lugar, uma sala antiga talvez...&lt;br /&gt;- Será que encontro aquele cara da festa de ontem nesse sonho?&lt;br /&gt;Mas só viu uma mesa onde um coelho branco enorme fumava um charuto e discutia com dois caras usando cartolas. Um deles era Willy Wonka.&lt;br /&gt;- E ai? Joga? - perguntou o coelho.&lt;br /&gt;- Eu não jogo. Disse Alice. Sou moça de família.&lt;br /&gt;- Sei...&lt;br /&gt;- Faz tempo que não te vejo, Coelho Branco...&lt;br /&gt;- Claro que sou branco! Que discriminação é essa?&lt;br /&gt;- Ora, mas você é branco, não é?&lt;br /&gt;- Você chama um mulato de preto?&lt;br /&gt;- Hein?&lt;br /&gt;- Olha, você deve ter me confundido com outra pessoa...&lt;br /&gt;- Você não é o Coelho Branco? Aquele da Rainha de Copas?&lt;br /&gt;- Rainha que eu conheço só o tênis.&lt;br /&gt;- Para de papo! Joga logo! - reclamou um dos cartolas.&lt;br /&gt;Alice achou estranho tudo aquilo, mas insistiu.&lt;br /&gt;- Então você é a Lebre de Março!&lt;br /&gt;O coelho gigante pareceu irritado.&lt;br /&gt;- Tá me estranhando, é? Eu sou coelho! Co-ê-lhô!! Além do mais, estamos em novembro..&lt;br /&gt;Alice percebeu que o coelho era alguém vestindo uma fantasia e tentou mudar de assunto, voltando-se pra um dos cartolas.&lt;br /&gt;- Fantasia é o cacete! Isso é tudo natural! Não tem silicone nem academia aqui não! - gritou o coelho sem mais nem menos.&lt;br /&gt;- Então você não é o Chapeleiro? - perguntou ela pra um dos outros dois.&lt;br /&gt;- Não. Sou o Tom Petty. Quer jogar?&lt;br /&gt;Ele pareceu amigável, mas ela não deu muita bola. Caras legais raramente despertam interesse. Passou os olhos pelo coelho - que a ignorava - e chegou no outro, que além da cartola, trazia um longo smoking roxo.&lt;br /&gt;- Willy Wonka?&lt;br /&gt;- É. E você?&lt;br /&gt;- Alice.&lt;br /&gt;- Prazer. Quer jogar?&lt;br /&gt;- Não, obrigado. Não sei jogar cartas. Aliás da última vez, quase tive minha cabeça decepada por uma delas.&lt;br /&gt;- É, o jogo faz muita gente perder a cabeça...&lt;br /&gt;Ela voltou-se novamente para o coelho.&lt;br /&gt;- Não lembro de você fumando. Ainda mais charuto.&lt;br /&gt;- Ah, lembrou de mim? - disse ele, mantendo os olhos nas cartas. Quer provar do meu charuto?&lt;br /&gt;- Isso é um sonho erótico?&lt;br /&gt;- Não sei. É?&lt;br /&gt;Todos permaneceram em silêncio e olharam em volta pelo canto do olho.&lt;br /&gt;Então, Tom Petty quebrou o silêncio, com alguém que não sabe a hora de falar.&lt;br /&gt;- Eu não tô vendo ninguém pelado. Então... Vamos jogar logo?&lt;br /&gt;- Claro, claro... - disse o coelho.&lt;br /&gt;- Gostei de você. É enigmático... - declarou Alice.&lt;br /&gt;Tom Petty e Willy Wonka se olharam.&lt;br /&gt;- Sempre assim. O grandalhão  com pinta de cafajeste leva a melhor... - suspirou uma cartola.&lt;br /&gt;- É. A vida é um chocolate meio-amargo. - filosofou outra cartola.&lt;br /&gt;Houve um silêncio constrangedor.&lt;br /&gt;- Então... Vai lá buscar cerveja pra nós, vai?&lt;br /&gt;Mas Alice acordou antes de chegar à cozinha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;*considere esse post um espasmo! :]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-8177006047439898371?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/8177006047439898371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=8177006047439898371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8177006047439898371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/8177006047439898371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2007/11/alice-in-slumberland.html' title='Alice In Slumberland'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-9003431007439458417</id><published>2007-11-14T11:06:00.000-02:00</published><updated>2007-11-14T12:29:29.288-02:00</updated><title type='text'>A Felicidade Não Se Compra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No filme de 1946 que tem o título acima, o otimista Frank Capra nos conta a história de um homem que quer se matar, mas é convencido por um anjo da guarda de que a vida de muitas pessoas seria muito pior se ele não tivesse existido. Apesar do modelo "filme de natal" americano e até mio bobinho, eu adoro esse filme e choro quase sempre que o vejo. Ultimamente eu ando chorando até com comercial de margarina. Aliás, a moda de comerciais com filosofias sobre a felicidade vem me dando trabalho. Margarina, banco, até supermercado estão vendendo idéias de felicidade que não se compra, associadas a seus produtos. "O que faz você feliz?" E aí você começar a se sentir um lixo por não fazer parte do "sonho brasileiro" da classe média. Não consegue sentir amor de ninguém e percebe que tem sido um problema para aqueles que ama.&lt;br /&gt;Eu gostaria de me sentir como James Stewart e perceber como sou importante na vida dessas pessoas e como ajudo elas a viverem melhor, mas não consigo ver isso. Tudo que quero é fica sozinho, longe. O que me parece bem egoísta, eu sei. Até porque, quando a gente some (ou morre), acaba descobrindo que aquelas pessoas gostam mais da gente do que a gente pensa e que é parte do exercício do amor deles conviver com nossa personalidade desequilibrada, muitas vezes sem reclamar - exceto em momentos de desabafo - e alguns deles até entendem que não somos pessoas de comercial de tv ou filme americano.&lt;br /&gt;Talvez devessemos parar de ser tão exigentes consigo mesmo e esperar o silêncio passar. Afinal, temos altos e baixos e (atenção! frase infame de auto-ajuda!) se hoje estamos pra baixo, amanhã talvez estejamos melhores. E eles estarão lá, prontos para nos abraçar, sorrir e dizer, bem vindo de volta. Mesmo que ninguém esteja filmando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-9003431007439458417?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/9003431007439458417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=9003431007439458417' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/9003431007439458417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/9003431007439458417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2007/11/felicidade-no-se-compra.html' title='A Felicidade Não Se Compra'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-1303008371578369516</id><published>2007-11-06T02:21:00.000-02:00</published><updated>2007-11-06T02:48:10.472-02:00</updated><title type='text'>Fragmento de Sonhos (Primeiro de Muitos)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguma coisa acontece na sala de aula em que eu estava. Engraçado... Lembro que eu era eu mesmo, assim, velho, numa sala de aula com outros adultos, mas éramos todos crianças. Entende? Enfim... Algo aconteceu e tudo começou a ficar branco. As pessoas foram sumindo até que tudo realmente ficasse branco, como a prisão do mundo de THX1138. Então eu me levantei da cadeira e segui rumo ao branco, procurando por alguém para não ficar sozinho. Eu deveria me sentir sufocado com todo aquele branco e solidão, mas não. Eu só queria seguir em frente, mesmo sem vontade nenhum de não fazer nada a não ser contemplar o branco, o vazio.&lt;br /&gt;Vi alguém, me aproximei. Era minha mãe. Bom isso. Ela raramente aparece nos meus sonhos. Como Freud explicaria isso? E Woody Allen? Enfim... Minha mãe me disse algo que não me lembro o que era - não me lembro muito das coisas que as pessoas me dizem, principalmente em sonhos - e então virou-se de costas para mim. Não conseguia mais ver seu rosto. Para qualquer posição que me virava, ela sempre estava de costas. Avistei meu irmão e me aproximei. Ele não me deu ouvidos e também ficou de costas. O ar, tão branco, começou a pesar. Caminhei e encontrei meu pai. Ele me deu alguns sermões, como sempre faz e então, adivinhem? Ficou de costas para mim. Depois foi a garota que eu gostava, alguns amigos... Quando percebi, estava numa festa em que todos sempre estavam de costas para mim. Conversavam entre si e até comigo, mas nunca de frente, como se não se importassem muito em me ver para falar comigo.&lt;br /&gt;Comecei a me sentir mal e a procurar por uma porta. Achei um enorme espelho e me olhei nele. Qual foi minha surpresa ao perceber que minha imagem estava de costas para mim, como na contra-capa do disco "Sabotage" do Black Sabbath. Eu estava de costas para eu mesmo. Acordei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* esse fragmento de um sonho é velho, bem velho, mas alguns deles minha memória reluta em jogar no esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-1303008371578369516?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/1303008371578369516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=1303008371578369516' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/1303008371578369516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/1303008371578369516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2007/11/fragmento-de-sonhos-primeiro-de-muitos.html' title='Fragmento de Sonhos (Primeiro de Muitos)'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8569837558648045207.post-9038287728694085823</id><published>2007-10-31T10:30:00.000-02:00</published><updated>2007-10-31T10:58:37.977-02:00</updated><title type='text'>Hoje, Amanhã, Ontem?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo dia de manhã me levanto, olho pela janela e penso o quanto minha vida é medíocre e o quanto eu nada fiz para mudá-la. Eu não sou muito diferente do que era a 15 anos atrás, exceto pela falta de cabelo e excesso de responsabilidades. E era bem triste olhar em volta de perceber que tudo à sua volta mudou... Eu sou do tempo do Atari e do Super-NES, dos computadores 386, do VHS, do LP, da Web 0.0 (quando só geeks tinham blog).&lt;br /&gt;E naquela época eu já vivia no passado. Queria ter vivido nos 60's e 70's, com toda aquela "revolução" acontecendo. Minhas bandas favoritas eram dos anos 70 ou começo dos 80. E eu estava nos 90... A moda era o grunge e jovens da classe média vestindo-se "sujos" e ouvindo barulho importado pela MTV.&lt;br /&gt;Engraçado que dia desses eu tive um "click". Comecei a sentir falta das coisas e da vida lá dos 90's e me chateei ao perceber que eu não tinha mudado nada, mas o mundo sim. Será?&lt;br /&gt;A moda hoje é ouvir músicas novas que lembram velhas, ver remakes de filmes, ver filmes de terror sujos e sangrentos, vestir-se "diferente", ser "diferente", mas sempre com uma turminha e consumir, consumir sempre. O novo celular, o novo carro, a nova banda, o novo filme, a "nova" web (a 2.0), o mp5,6,7,8...&lt;br /&gt;Talvez a vida não seja muito diferente do que era nos 90's, nos 80's, nos 70's... Revolução e consumo sempre! A vida insossa prevista pelos antigos filmes futuristas se mostrou nada insossa, mas ainda vejo robozinhos correrem de casa pro trabalho e pra faculdade (outra moda), beberem com os amigos até casarem e engordarem, "vendidos ao sistema" (leia-se "envelhecidos e endividados"). Só que agora com um visual novo.&lt;br /&gt;Acho que não quero mais viver no passado, prefiro ser atemporal! É possivel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá.&lt;br /&gt;Seja bem-vindo ao Mundo de Oz 1138!&lt;br /&gt;Eu sou o Oz, e você é um pinguim com cabelo colorido (o que não faz com que eu não seja também).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8569837558648045207-9038287728694085823?l=moz1138.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moz1138.blogspot.com/feeds/9038287728694085823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8569837558648045207&amp;postID=9038287728694085823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/9038287728694085823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8569837558648045207/posts/default/9038287728694085823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moz1138.blogspot.com/2007/10/hoje-amanh-ontem.html' title='Hoje, Amanhã, Ontem?'/><author><name>The Oz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17479646646437339417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
